Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Internacional

Capriles diz que 138 foram presos em Caracas

Agência ANSA

O líder da oposição da Venezuela, Henrique Capriles, denunciou hoje, dia 20, que 138 pessoas foram detidas e seis foram sentenciadas, somente na região de Caracas, pelos distúrbios dos últimos dias em protestos contra o governo de Nicolás Maduro. Além disso, "alguns detidos foram abusados sexualmente por oficiais".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou a violência na Venezuela como "inaceitável". O mandatário, que está no México, também comentou a expulsão de três diplomatas norte-americanos do país. "A Venezuela está querendo desviar suas próprias falhas com acusações", afirmou Obama. "O governo deveria se concentrar para atender as reivindicações legítimas dos venezuelanos", completou.    

Obama também convidou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao diálogo e pediu a liberação das pessoas presas durantes as manifestações anti-governo nos últimos dias. 

Maduro comentou a morte da miss venezuelana Génesis Carmona, atingida na cabeça durante os protestos realizados nos últimos dias no país. "Eu sinto muito que esta garota, que tinha todo o futuro pela frente, tenha sido vítima desta violência", afirmou.    

Em transmissão televisiva, o presidente insinuou que Carmona foi morta por "grupos violentos de ultra direita". Maduro também comentou a morte de outro manifestante de oposição, o jovem de 17 anos José Mendez, atropelado por um caminhão da empresa estatal de petróleo Pdvsa. O presidente corroborou a tese da procuradora geral, Luisa Ortega Diaz, de que a morte de Mendez tenha sido um "incidente" cometido por uma "pessoa que procurava fugir de uma situação na qual sua vida estava em perigo".     

Há semanas, opositores ao governo de Nicolás Maduro estão saindo às ruas para protestar. Na última terça-feira, 18, diversas manifestações ocorreram simultaneamente em todo o país, contra e a favor do regime atual.    

Diante da escalada de tensão, Maduro acusou países como Estados Unidos, Colômbia e Chile de interferência nos assuntos internos venezuelanos e de apoio à oposição.

Tags: Atos, Caracas, crise, política, protestos, ruas

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.