Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Internacional

Aprovação de sanções da UE contra Ucrânia é iminente

Agência ANSA

Após uma reunião do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia (UE) realizada em Bruxelas nesta quinta-feira (20), a chanceler italiana, Emma Bonino, anunciou que o bloco vai banir os vistos e congelar ativos financeiros daqueles que estão envolvidos com os episódios de violência na Ucrânia. A lista com os nomes das pessoas afetadas pela medida deverá ser divulgada amanhã (21).

Além disso, a UE vai facilitar a emissão de vistos para a sociedade civil, feridos nos protestos e dissidentes. O Conselho ainda não decidiu formalmente sobre as sanções, mas de acordo com Bonino sua aprovação é iminente. "A nossa prioridade é que a Ucrânia não exploda. A nossa posição é que com o poder vem a responsabilidade, então primeiro é culpa do governo. Mas também reconhecemos que existem grupos extremistas de vários tipos e não podemos fingir que não vemos", acrescentou a chanceler. 

A Itália também vai convocar amanhã o embaixador ucraniano em Roma, Yevhen Perelygin, para prestar esclarecimentos.

A intensificação dos confrontos na Ucrânia já deixaram vários vítimas fatais nesta quinta-feira (20) na capital Kiev. O Ministério da Saúde do país confirma a morte de apenas sete pessoas, mas fontes da imprensa falam em dezenas, sendo 37 só entre os insurgentes. No entanto, um coordenador de assistência médica aos manifestantes disse para a rede CNN que, somente nesta manhã, os conflitos teriam custado a vida de pelo menos 100 ucranianos, além de ter deixado outros 500 feridos. Dessa forma, a trégua anunciada ontem (19) pelo presidente ucraniano Viktor Yanukovich terminou em um novo banho de sangue.

Por sua vez, o Ministério do Interior pediu aos moradores da capital que não saiam de suas casas. "Neste momento é oportuno limitar os deslocamentos de carro e não descer às ruas. Em Kiev existem pessoas armadas com intenções agressivas", advertiu a pasta.

Já o chefe da administração municipal da cidade, que exercia a função de prefeito, Volodimir Makeienko, se desligou do partido do presidente e disse estar "disposto a fazer qualquer coisa possível para acabar com o banho de sangue e o fratricídio no coração da Ucrânia", de acordo com a agência de notícias russa Interfax.

Ainda hoje, o embaixador ucraniano em Londres, Volodymyr Khandogiy, foi convocado pelo Foreign Office, a Chancelaria britânica, depois das notícias de violência desta quinta-feira em Kiev.

Apoio

A polícia de Transcarpátia, região sul-ocidental do país, declarou apoio aos manifestantes nesta quinta-feira. Os comandantes regionais e as tropas especiais prestaram "juramento ao povo" nos prédios e palácios ocupados pelos manifestantes.

Paralelamente, o Ministério do Interior da Ucrânia informou que 67 policiais estão sendo mantidos reféns por manifestantes em Kiev.

EUA

A Casa Branca pediu que o presidente ucraniano retire imediatamente as forças de segurança das ruas e respeite o direito de protesto pacífico.

Tags: capital, crise, mortes, política, UCRÂNIA

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.