Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

Internacional

Presidente da Ucrânia anuncia negociação com a oposição

Confrontos entre polícia e manifestantes deixaram 26 mortos

Agência Brasil

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, anunciou hoje (19) uma “trégua” e o início de negociações com a oposição, depois de conversações privadas com três líderes opositores, segundo comunicado oficial na página da Presidência na internet.

“Baseados nos resultados da reunião, as partes anunciaram uma trégua e o início de negociações que visam a acabar com o derramamento de sangue e estabilizar a situações do país em benefício da paz civil”, diz o comunicado.

Após várias semanas de calma, Kiev voltou na terça-feira (18) a ser palco de violentos confrontos entre ativistas antigovernamentais e forças de segurança, que acabariam por lançar um assalto, com recurso a blindados e canhões de água, contra os manifestantes concentrados na Praça da Independência. Os ativistas responderam com coquetel-molotov e petardos.

Os recentes acontecimentos têm suscitado a condenação da comunidade internacional, nomeadamente na Europa e dos Estados Unidos, onde vários países admitiram a possibilidade de impor sanções contra os responsáveis pela repressão.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde ucraniano, os confrontos fizeram pelo menos 26 mortos e 241 feridos hospitalizados, incluindo 79 policiais e cinco jornalistas.

Antes da assinatura do acordo, o Exército ucraniano foi autorizado a usar armas e restringir a circulação de pessoas, como "medidas antiterroristas" adotadas por Kiev para neutralizar “extremistas” infiltrados entre os manifestantes, segundo informações divulgadas pelo Ministério 

Tags: capital, crise, mortes, política, UCRÂNIA

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Comentários

1 comentário
  • Mauro Gama

    O plano é atrevido, e repulsivo. Atrair a Ucrânia para a UE - mas principalmente para a OTAN - e levar adiante o cerco militar à Rússia. Não esqueçamos a declaração do republicano e "falcão" Romney, que competiu com Obama ("A Rússia ainda é o nosso maior inimigo".) Por trás de tudo, portanto, se acham os EUA (que vêm estimulando uma sucessão de golpes
    de estado), e... a França. É óbvio que entre os mais "impetuosos" manifestantes de Kiev estão agentes da CIA monitorados com essa finalidade. As coisas não vão bem para o presidente eleito da Ucrânia (e, no entanto, tinha mil razões para fazer a opção que fez: seu país foi sempre unha e carne com a Rússia, seria quase uma traição cultural e histórica se bandear para a União Europeia). A esperança, a nosso ver, é o enxadrismo de
    Putin: aproximar-se da Sra. Merkel já é um indício de boa solução. É preciso excluir de todos os lances do tabuleiro o imbecil John Kerry. Vamos ver. Ainda há muita água para rolar.

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