Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Setembro de 2014

Internacional

ONU condena violência e UE analisa sanções à Ucrânia

Agência ANSA

 O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou nesta quarta-feira (19) a violência registrada nos protestos na Ucrânia, a qual já provocou a morte de mais de 25 pessoas, e pediu uma investigação "urgente e independente" dos acontecimentos. "Condeno de maneira firme as mortes ocorridas na Ucrânia e peço para o governo e os manifestantes agirem para desarmar as tensões e encontrar uma solução pacífica para a crise. Peço também uma investigação urgente e independente para esclarecer os fatos e as responsabilidades", disse a comissária Navi Pillay, em um comunicado.

    Enquanto isso, a União Europeia (UE) convocou uma reunião de emergência e deve aprovar, ainda hoje, sanções contra o governo ucraniano após a morte de dezenas de manifestantes. Ontem, centenas de manifestantes contrários ao governo entraram em choque com a polícia depois que as autoridades tentaram desocupar uma praça na capital do país, Kiev. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse esperar que os 28 países da UE entrem em acordo para implantar "medidas focadas contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo da força". Os protestos na Ucrânia começaram em novembro do ano passado, após o presidente Viktor Yanukovych deixar de assinar acordos com a UE e se aproximar ainda mais da Rússia. Por sua vez, a Rússia classificou hoje as manifestações na Ucrânia como uma tentativa de golpe de Estado. 

O governo de Yanukovych culpa os líderes da oposição pelos violentos confrontos. Segundo fontes locais, ao menos 19 pessoas foram mortas ontem por tiros de armas de fogo. Europa - Diversos países da Europa também se pronunciaram unilateralmente sobre os episódios na Ucrânia. A Itália, por exemplo, alertou para o risco de guerra civil no país. "A gravidade dos confrontos em Kiev coloca o povo ucraniano diante de uma situação dramática, de uma violência inaceitável e a qual condenados com firmeza. É com máxima preocupação que consideramos o risco concreto de guerra civil", disse a chanceler italiana, Emma Bonino. Já a chanceler alemã, Angela Merkel, reuniu-se em Paris com o presidente francês, Fraçois Hollande, para encontrar uma posição comum. (ANSA)

Tags: CONFLITO, morte, Nações, protesto, UCRÂNIA, Unidas

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