Jornal do Brasil

Quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Internacional

Sobreviventes de genocídio em Ruanda criticam Tribunal Penal Internacional

Agência ANSA

Uma associação formada por sobreviventes do genocídio de Ruanda, que provocou a morte de mais de 800 mil pessoas em 1994, denunciou uma "negação da justiça", no dia seguinte à absolvição de dois militares envolvidos no crime. "Estamos consternados, trata-se de uma negação da justiça. Não podemos reconstruir o país se a justiça não for feita", afirmou o presidente da entidade, Jean-Pierre Dusingizemungu, acrescentando que a decisão pode desencorajar as celebrações pelo 20º aniversário do fim de uma das páginas mais tristes da história da nação africana.    

O ex-chefe do Estado Maior da Gendarmeria do país, general Augustin Ndindiliyimana, e o ex-comandante de batalhão François-Xavier Nzuwonemeye, que tinham sido condenados em primeira instância a 11 e 20 anos de prisão, respectivamente, foram considerados inocentes pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda após terem apresentado um apelo.    

A corte foi criada em novembro de 1994, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para julgar os responsáveis pelo genocídio. 

Tags: absolvição, CORTE, haia, matança, ruanda

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