Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

Internacional

Sobreviventes de genocídio em Ruanda criticam Tribunal Penal Internacional

Agência ANSA

Uma associação formada por sobreviventes do genocídio de Ruanda, que provocou a morte de mais de 800 mil pessoas em 1994, denunciou uma "negação da justiça", no dia seguinte à absolvição de dois militares envolvidos no crime. "Estamos consternados, trata-se de uma negação da justiça. Não podemos reconstruir o país se a justiça não for feita", afirmou o presidente da entidade, Jean-Pierre Dusingizemungu, acrescentando que a decisão pode desencorajar as celebrações pelo 20º aniversário do fim de uma das páginas mais tristes da história da nação africana.    

O ex-chefe do Estado Maior da Gendarmeria do país, general Augustin Ndindiliyimana, e o ex-comandante de batalhão François-Xavier Nzuwonemeye, que tinham sido condenados em primeira instância a 11 e 20 anos de prisão, respectivamente, foram considerados inocentes pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda após terem apresentado um apelo.    

A corte foi criada em novembro de 1994, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para julgar os responsáveis pelo genocídio. 

Tags: absolvição, CORTE, haia, matança, ruanda

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