Jornal do Brasil

Sábado, 2 de Agosto de 2014

Internacional

"Sabíamos que Bento XVI podia renunciar", diz Lombardi

Agência ANSA

As pessoas mais íntimas do papa emérito Bento XVI já tinham notado que ele pensava em renunciar ao Pontificado, contou nesta segunda-feira (10) o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, às vésperas de completar um ano do anúncio que chocou a Igreja Católica e o mundo. "Os mais próximos já tinham entendido que, há tempos, [Joseph] Ratzinger estava pensando, rezando, refletindo sobre a decisão de renunciar", comentou Lombardi. 

Em entrevista à Rádio Vaticana, o porta-voz também reconheceu que há séculos não era registrada a renúncia de um Papa e que, "para a maioria das pessoas, tratava-se de um gesto inusitado e surpreendente". "A clareza e a fé com as quais Bento XVI se preparou para tomar essa decisão lhe concederam serenidade e força necessária para prosseguir com coragem", disse Lombardi. 

Segundo o representante da Santa Sé, Ratzinger "nunca temeu" consequências para a Igreja Católica pelo fato de dois Papas conviverem no mesmo território. "Para mim, estava absolutamente claro de que não havia nenhum temor. Por quê? Porque a questão é que o papado é um serviço, e não poder". 

Lombardi também contou que, desde a renúncia, Bento XVI vive de maneira discreta, longe da "dimensão pública". "Mas isso não significa viver isolado", defendeu o porta-voz. "Ele tem uma vida de encontros, relações, trocas espirituais, inclusive com o papa Francisco". 

Eleito Papa em 2005, Bento XVI anunciou no dia 11 de fevereiro do ano passado que renunciaria a seu pontificado. Então com 85 anos, Ratzinger alegou cansaço físico e indisposição para cumprir com seus compromissos oficiais. Atualmente, o Papa Emérito vive no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, e raramente faz aparições públicas.

Tags: alemão, papa, porta-voz, Renuncia, vaticano

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