Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Internacional

El País: "Continuamos a negociar, mesmo com o trabalho parado", diz Sacyr

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O jornal espanhol El País destaca nesta sexta-feira (7/2) que o presidente do Sacyr, Manuel Manrique, afirmou que as negociações sobre o Canal do Panamá foram quebradas, mas tanto a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) quanto do Grupo Unidos pelo canal (GUPC) ainda tem um caminho aberto para retomar o diálogo. Enquanto houver possibilidade, vamos continuar lutando", disse o presidente ao El País, na última quarta-feira (5). Manrique admite que, na falta de financiamento, o trabalho fica mais lento. Porém, o consórcio afirma que o diálogo é possível.

A ministra do Desenvolvimento, Ana Pastor, apelou, durante uma entrevista, para que as partes envolvidas na negociação mantenham o diálogo, para se chegar a um entendimento e também a conclusão da infraestrutura essencial para todos. Ela insistiu que o problema é financeiro, destacando a importância da defesa espanhola em engenharia civil.

O governo não está planejando outra viagem para o Panamá, depois da visita da ministra em janeiro. "Se a notícia do colapso das negociações for confirmada, será uma péssima notícia para todos os partidos, porque acreditamos que não exista uma alternativa melhor para todos", disse o ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos. 

Guindos disse que o governo espanhol vai tentar "minimizar" o impacto que o desacordo final e a paralisação dos trabalhos causaram às contas públicas. O Sacyr admitiu em janeiro que executou os depósitos, adiantamentos e garantias na ordem de 573.900 milhões de dólares. Estas garantias incluem vínculo de 173,3 milhões de dólares, o pagamento a fornecedores de 21,7 milhões de dólares, os empréstimos de trabalho de 363,4. Os membros do consórcio são, solidariamente, contra o ACP 600 milhões de dólares, dos quais 400 estão em conformidade com o trabalho de garantia.

O Sacyr ainda não quantificou o impacto do conflito sobre as suas contas. O conselho vai avaliar a situação com a ajuda de um perito independente e os auditores do consórcio e da empresa, que terá que decidir se entra um aviso ou parágrafo de ênfase em seu relatório sobre as contas. Manrique considera ainda que o consórcio dificilmente poderá fazer algo depois da sua última oferta. Ele acredita que é muito cedo para falar sobre a batalha legal, que na verdade é paralela e em relação aos custos adicionais, o que, no final, será o caso se a quebra de contrato é consumado.

Tags: Canal, consórcio, financiamento, Obras, panamá

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