Jornal do Brasil

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Internacional

Ucranianos homenageiam jovem morto durante confronto

Agência Brasil

Milhares de pessoas, incluindo líderes da oposição ucraniana, assistiram hoje (26)  às cerimónias fúnebres de um jovem manifestante que morreu quarta-feira (22) na capital, Kiev, durante confronto entre manifestantes e a polícia. 

Com flores nas mãos e com a bandeira ucraniana sobre os ombros, uma multidão concentou-se hoje no interior da Catedral de Saint-Michel, no pátio do mosteiro e até fora dos muros do edifício, para homenagear Mikhaïl Jiznévski.

O homem, de nacionalidade bielorussa, que, segundo amigos, faria hoje 26 anos, foi morto a tiros no meio de um cenário de guerra, inédito em dois meses de contestação na Ucrânia, cuja capital tem sido palco de manifestações nos últimos dias.

Também hoje, de acordo com informação veiculada pela imprensa local, manifestantes oposicionistas assaltaram um  edifício da junta regional na cidade de Zaparozhie.

Segundo o diário Ukrainskaya Pravda, cerca de 6 mil pessoas reuniram-se na praça em frente ao edifício, defendido por 500 policiais com escudos. De acordo com as primeiras informações, os incidentes teriam provocado ferimentos em pelo menos cinco pessoas.

Nos últimos dias, a violência voltou a Kiev e a outras cidades ucraniana, cuja população assistiu à ocupação de edifícios oficiais durante os protestos para exigir a demissão do presidente Víktor Ianukóvicht e do seu governo.

A oposição reagiu depois que o presidente Ianukovicht recusou-se a assinar, no fim de novembro, acordo com a União Europeia, preferindo uma aproximação com a Rússia.

Ianukovitch ofereceu ontem (25) o cargo de primeiro-ministro ao opositor Arseni Iatseniuk e prometeu analisar alterações na Constituição, mas a oposição recusou as propostas e os seus dirigentes disseram aos manifestantes que pretendem continuar os protestos até que todas as exigências sejam satisfeitas, a começar pela convocação de eleições presidenciais já este ano.

Tags: crise, poder, política, UCRÂNIA, violência

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