Jornal do Brasil

Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Internacional

Presidente ucraniano sugere opositor como premier

Agência ANSA

 O presidente ucraniano, Viktor Ianukovich, propôs que Arseni Iatseniuk, um dos três principais líderes da oposição parlamentar, se torne o novo premier do país, substituindo Mikola Azarov. Já o cargo de vice-primeiro-ministro seria ocupado pelo campeão mundial de boxe Vitali Klitschko, maior expoente da legenda de oposição Aliança Democrática para a Reforma da Ucrânia (Udar).

    O mandatário se reuniu neste sábado (25) com os principais nomes da oposição para tentar colocar um fim na grave crise política que atinge a nação desde o final do ano passado, quando Ianukovich engavetou um acordo de livre comércio com a União Europeia para não prejudicar as relações com a Rússia.

    Os confrontos entre manifestantes pró-Europa, que ocupam a Praça da Independência, no centro de Kiev, e as forças de segurança se agravaram desde o último domingo (19), e já deixaram seis mortos e centenas de feridos. Na noite de sexta (24), um policial de 27 anos foi assassinado a tiros enquanto voltava para um dormitório do esquadrão especial Berkut após o seu turno de trabalho.

    Por outro lado, um civil que se feriu durante os protestos do início da semana morreu neste sábado (25) em um hospital. Há dois dias, governo e oposição chegaram a fazer uma rápida trégua enquanto os dois lados negociavam um fim para o conflito interno. Após a reunião, o Parlamento ucraniano convocou para 28 de janeiro uma sessão extraordinária para discutir uma possível dissolução do gabinete de Ianukovich e a revisão da lei antimanifestações do país.

    No entanto, não demorou muito para que Kiev voltasse a se tornar um campo de batalha. Manifestantes atacaram a polícia com coquetéis molotov e fogos de artifício, enquanto as forças de ordem utilizaram balas de borracha e canhões de água. "Os esforços para resolver a crise ucraniana de forma pacífica foram em vão", afirmou o ministro do Interior da Ucrânia, Vitali Zakharchenko, que acusou os participantes dos protestos de sequestrar e torturar três agentes. Segundo ele, as pessoas presentes na Praça Independência passarão a ser consideradas "expoentes de grupos terroristas" pelo governo.

    Já o partido de oposição Pátria, da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, atualmente na cadeia, negou categoricamente as acusações de Zakharchenko, classificando-as como "provocações" para elevar a tensão. (ANSA)

Tags: crise, poder, política, UCRÂNIA, violência

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