Jornal do Brasil

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Internacional

Defensores do programa da NSA questionam os motivos de Snowden, diz 'WP'

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O presidente do Comitê de Inteligência classificou, no domingo passado (19/1), o ex-consultor da Agência de Segurança Nacional, Edward Snowden, de "ladrão" e ainda disse que ele pode ter tido a ajuda da Rússia. "Eu acredito que há uma razão para ele acabar nas mãos e braços amorosos, de um agente do FSB em Moscou", afirmou o deputado Mike Rogers, referindo-se ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, um ex-chefe do serviço de segurança russo. 

Na matéria "Defensores do programa da NSA questionam os motivos de Snowden", publicada pelo Washington Post, o veículo destaca que Rogers disse que alguns relatos de Snowden foram "além de suas capacidades técnicas" e que parecia que "ele teve alguma ajuda para roubar coisas que não tinham nada a ver com a privacidade". Rogers não entrou em detalhes sobre quando ele acredita que houve o contato entre Snowden e as autoridades russas. Em uma entrevista para uma TV local, Rogers disse que as ações de Snowden teve danos significativos para os militares dos EUA.

Rogers disse que a maioria do que Snowden retirou dos sistemas do governo, não tinha relação com a privacidade dos americanos e tinha foco em operações militares norte-americanas. E acrescentou que essa informação pode ser obtida por outras nações. Em uma entrevista na ABC "This Week", o deputado Michael McCaul, presidente da Comissão de Segurança Interna da Câmara, disse que, na sua opinião, Snowden estava "influenciado por uma potência estrangeira".

Já Snowden negou que tenha recebido qualquer ajuda da Rússia para pegar os documentos. Também negou fornecer material para a China. Segundo Rogers, as organizações como a Al-Qaeda e os Estados-nação mudaram seus protocolos de comunicação em resposta aos vazamentos de Snowden e os Estados-Membros terão de gastar bilhões para reconstruir suas capacidades. Em um discurso na sexta-feira passada (17/1), o presidente Barack Obama disse que não quer que o governo recolha e guarde os registros telefônicos de milhões de americanos e gostaria de estreitar o acesso dos funcionários aos dados.

Senadora Dianne Feinstein, presidente do Comitê de Inteligência do Senado, afirmou que estava animada com o discurso do presidente, porque ele tem a intenção de permitir a coleta de registros telefônicos dos americanos, embora com controles mais rígidos e com os dados nas mãos de uma entidade exterior.

O Washington Post informou também que alguns dos opositores à coleta de registros telefônicos dos americanos pela NSA foram encorajados pelo discurso de Obama. Os defensores da privacidade disseram que há questões remanescentes sobre o assunto e devem ser sacrificadas em prol da segurança nacional. Legisladores avaliaram que implementar a proposta do presidente poderá ser uma tarefa difícil.

Tags: comitê, inteligência, putin, segurança, serviço, snowden

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