Jornal do Brasil

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Internacional

Presidente ucraniano diz que protestos em massa ameaçam país

Agência Brasil

O presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, avisou hoje (20) que as manifestações em Kiev e os confrontos com as forças policiais são uma ameaça “para toda a Ucrânia”, antes de apelar ao diálogo entre governo e oposição.

“Compreendo a vossa participação nos protestos em massa […] mas quando as ações pacíficas degeneram em distúrbios em massa e são acompanhadas de violências e incêndios criminosos, isso ameaça não apenas os cidadãos de Kiev mas de toda a Ucrânia”, declarou, de acordo com um texto publicado na página da presidência na internet.

O procurador-geral ucraniano considerou que os tumultos constituem “um crime contra o Estado” e apelou aos manifestantes para terminarem os confrontos com as forças de segurança. A polícia de Kiev indicou que durante os incidentes foram detidas 31 pessoas.

Em Bruxelas, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) pediram ao governo ucraniano para anular a legislação que condiciona o direito de manifestação e consideraram que a violência dos últimos dias em Kiev foi motivada por um “pacote repressivo” de medidas.

“As leis aprovadas na semana passada pelo Parlamento restringem significativamente […] os direitos fundamentais de associação dos cidadãos ucranianos, das mídias e da imprensa”, diz a declaração, publicada após a reunião mensal dos chefes da diplomacia.

O governo de Kiev deve “assegurar a revogação dessas decisões e assegurar que a sua legislação está em conformidade com os compromissos europeus e internacionais da Ucrânia”, acrescenta o texto.

A responsável pela diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse em conferência de imprensa que a Ucrânia foi acrescentada à agenda de debates “por estarmos todos preocupados com a [nova] legislação” e considerou “absolutamente vital” o diálogo entre as duas partes.

Ao ser questionada sobre a eventual aplicação de sanções dos Estados Unidos a Kiev, e a posição europeia, Ashton admitiu que Washington está discutindo medidas “para apoiar o povo da Ucrânia”, e assegurou que Bruxelas vai continuar a “pressionar o governo”.

Os ministros assinalaram que a oferta para a assinatura de um “acordo de associação” com a UE em novembro, recusado pelo presidente ucraniano Ianukovitch após pressões da Rússia e o que motivou os atuais protestos, se mantém “em aberto”.

Hoje, manifestantes da oposição radical envolveram-se em novos confrontos com a polícia, e após os violentos incidentes de ontem (19), que deixaram mais de 200 feridos, incluindo dezenas de policiais.

Tags: . ruas, Atos, kiev, prisões, protestos

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