Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Internacional

Brasileiro atropela e mata três na Austrália

Portal Terra

O brasileiro Nei Lima da Costa, 29 anos, atropelou e matou três pessoas nas ruas de Melbourne, na Austrália. Dirigindo a 120 km/h, Costa passou o farol vermelho e atingiu o pedestre Anthony Parsons. O brasileiro perdeu o controle do veículo e bateu em um Ford sedan, matando também um casal de passageiros. Nei Lima da Costa estaria sob o efeito da droga conhecida como “ice”, ou cristal, uma metanfetamina muito potente e altamente viciante.

Casado com uma australiana e pai de uma menina de dois meses, Costa estava a caminho de Sorrento, onde a família da esposa tem uma casa de férias. O brasileiro ainda feriu outras três pessoas no acidente. O motorista do sedan ainda está no hospital em estado grave. Três dias antes da tragéria, o brasileiro havia aparecido no tribunal para responder a outro processo por excesso de velocidade.

Parsons, 45 anos, atravessava a rua ao lado da esposa quando foi atingido por volta das 23h30 do último domingo. Com o impacto, seu corpo foi parar 50 metros à frente. Um ano antes, a mulher Susan havia ficado gravemente ferida também em um atropelamento, enquanto trabalhava vendendo doces. Naquele caso, o motorista estava mandando um torpedo no celular.

O brasileiro matou também o casal Isnimi e Savvas Menelaou, ambos por volta dos 60 anos, que viajavam acompanhados da família. O acidente chocou a Austrália, onde o número de mortos nas estradas é de cinco a cada 100 mil habitantes. No Brasil, a quantidade de vítimas fatais é mais de quatro vezes maior: 22,5 por 100 mil habitantes.

Costa estaria viciado em “ice” há cerca de dez meses. A droga, uma forma altamente pura da metanfetamina, é formada por uns cristais brancos ou incolores, que podem ser esmagados para virar pó. O “ice” pode ser fumado como crack ou cheirado como cocaína, mas também pode ser misturado em água e injetado. Altamente viciante, a droga sintética afeta o sistema nervoso central e pode levar a comportamentos psicóticos e violentos. Cerca de 483 mil australianos são viciados em “ice”, 2,1% da população do país.

Ontem, Nei Lima da Costa compareceu ao tribunal de muletas e com uma tipóia no braço direito. Observado pelos familiares das vítimas, ele permaneceu atrás de um vidro de proteção. Acompanhado da advogada, o brasileiro pediu fiança. “Ele sabe que vai passar um longo tempo na cadeia, então, ele quer resolver algumas questões pessoais antes de ser preso”, explicou a advogada de defesa, Lisa Mendicino.

Já o detetive do Esquadrão de Investigação de Colisões Graves, Mark Amos, argumentou que Costa quer fugir para o Brasil. Segundo ele, testemunhas e câmeras de segurança de trânsito mostram o brasileiro dirigindo perigosamente por pelo menos um quilômetro antes do acidente. Ele teria passado vários faróis vermelhos.

Costa responde a sete acusações: três por direção perigosa, três por negligência, provocando lesão corporal grave, e uma por imprudência, provocando risco à vida. O juiz Charlie Rozencwajg negou a fiança. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

Tags: austrália, brasil, carro, investigação, morte

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