Jornal do Brasil

Domingo, 14 de Setembro de 2014

Internacional

Ex-premier de Israel Ariel Sharon morre aos 85 anos

Sharon estava em coma há oito anos, mas o estado de saúde piorou dramaticamente nos últimos dias

Agência ANSA

Ex-primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon morreu neste sábado (11/01) aos 85 anos. O ex-premier sofreu um derrame em 4 de janeiro de 2006 e estava em coma desde então, mas o seu estado de saúde piorou dramaticamente nos últimos dias. Ele faleceu no hospital Tel Ha Shomer, nos arredores de Tel Aviv.

>> Morte repercute na imprensa internacional

>> Funeral de Sharon será na próxima segunda-feira

>> De "convicto" a "demônio", internautas comentam morte de Ariel Sharon

Nascido em fevereiro de 1928 em um vilarejo hebraico situado em uma Palestina ainda sob mandato britânico, Sharon foi desde a juventude um personagem chave no Estado de Israel: admirado pelos conterrâneos, temido pelos dirigentes do país e odiado pela imprensa local, mas jamais subestimado. Já na velhice, o homem que despertou paixões contrastantes se tornaria um "pai da pátria", uma expressão de um grande consenso nacional.    

A história pessoal do ex-premier começa nos campos do vilarejo de Kfar Mallal, onde seu pai, Shmuel, obrigava o filho a trabalhar nas plantações desde criança e de noite o colocava de vigia para impedir que beduínos roubassem a colheita. Aos 20 anos, Sharon correu o risco de não ver o nascimento do Estado de Israel por conta de um grave ferimento sofrido em um combate, mas em 1953 já estava na linha de frente conduzido uma unidade de comando especial, que levou a cabo uma série de operações de represália. O grupo converteu-se em sinônimo de crueldade, especialmente depois do massacre de Kybia, no qual morreram 60 palestinos.    

Militar tático e estratégico, o ex-primeiro-ministro construiu carreira por conta dessas qualidades, se destacando nas guerras do Sinai, dos Seis Dias e de Yom Kipur. Na política, sempre esteve à direita, e se tornou premier de Israel em 2001, sendo reeleito em 2003.    

Em meados de 2005, ordenou a retirada unilateral das forças israelenses e de colonos da Faixa de Gaza, encerrando um período de 38 anos de controle militar no território. Após essa reviravolta, Sharon deixou o seu partido, o linha-dura Likud, e fundou o Kadima, legenda mais inclinada ao centro.

Tags: aviv, Israel, Ministro, morte, sharon

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.