Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

Internacional

El Cronista: Como na Venezuela, Cristina agora tem os generais do seu lado

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O jornal El Cronista, de Buenos Aires, publica nesta sexta-feira (20/12) uma matéria destacando que o governo da Argentina agora tem os generais do seu lado. Segundo o veículo, o "espetáculo sombrio" que toma conta do pais neste fim de ano deixa claro que o modelo político e econômico da Venezuela está sendo seguido pela presidente Cristina Fernandez Kirchner. O cenário nas ruas da Argentina, descrito pelo periódico, é de muitos conflitos sociais, com registros de saques, ações do crime organizado, vias escuras, mortes e, no mercado financeiro, os resultados deste abalo, em forma de oscilação do dólar.

"A presidente sobrevive ao pandemônio atual com mortos, inflação e desvalorização crescente, vem em desvantagens na eleição e passou por outro problema difícil de saúde. Mas permanece no centro do palco: nomeia César Milani como o novo homem forte do poder para estar ao seu lado, culpando a polícia de organizar os crime, removendo toda a responsabilidade do caos da infraestrutura, ameaçando os meios de comunicação, acusando as empresas de inflação e de todo o mal, removendo os procuradores que investigam", diz o texto. Segundo o El Cronista, há um clima de comoção no país, provocado pelo interesse militar pelo mundo político e econômico. É um quadro não comentado no país há 25 anos. Há uma preocupação e mistério sobre a ascensão de Milani, de acordo com o periódico.

A reportagem afirma que a lenda de que membros dos serviços de inteligência estarão presentes no governo é alimentada. O veículo diz que Cristina está fiel ao projeto, envolvendo o governo e um novo instrumento para exerce-lo cada mais de forma "arbitrária" e "autoritária". "Eles temem Milani e seus homens, agora com métodos ainda mais audaciosos de persuasão", diz o texto do El Cronista.

O jornal entrevistou especialistas em inteligência militar que avaliaram as mudanças e a chegada do novo chefe do exército, que parece está caminhando permanentemente em busca de estreitar os laços com a tropa e os oficiais. Um jornalista renomado também exemplifica este quadro ao El Cronista: "Serve um sargento que precisa de um empréstimo, a família que tem que ser levada a um hospital e outras questões, como um chefe que quer conquistar as tropas. E as preocupações sobre deixar uma mensagem muito clara para os oficiais que asseguram um orçamento maior, melhores salários e preparação, fazer amizade com a política e a sociedade civil, dentre outras mensagens de benefícios".

Segundo os dados da matéria, a presidente tem se mostrado interessada em resolver as causas militares e, por outro lado, a economia deve atravessar o verão com o aumento da inflação e uma pressão cambial, de acordo com a previsão dos especialistas para a terceira semana de janeiro. Se as manobras econômicas para obter mais dólares não derem certo, de ocorrer uma alta de 20% ou 30% da moeda americana, a inflação deve subir para 40% e aumentar o conflito social, segundo o jornal. "Cristina está fortalecida. Tem um general do Exército do seu lado. Semelhante à Venezuela", concluiu o texto do El Cronista.

Tags: Argentina, conflitos, econômico, kirchner, militares, político

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