Jornal do Brasil

Quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Internacional

ABC: cultivo da soja na fronteira do Brasil com Paraguai causa danos ambientais

Jornal do Brasil

As consequências do cultivo indiscriminado da soja na fronteira do Brasil e Paraguai, incluindo trechos da Mata Atlântica, ganha destaque nesta quarta-feira no jornal paraguaio ABC Color. A reportagem relaciona o "boom" na produção do grão nas últimas três décadas ao desmatamento de parte da região sul do Brasil, que avançou para o território paraguaio. Segundo o jornal, milhares de colonos brasileiros, atraídos pelas terras férteis e baratas, se estabeleceram nestas regiões, gerando emprego e contribuindo para o crescimento econômico nos dois países.

De acordo com a reportagem, a soja tomou conta do cenário da região e mesmo aqueles empresários que não tem o grão como base dos seus negócios adotaram o seu cultivo de forma o alternativa. "O correlato de expansão da soja foi o acelerado desmatamento, que chegou à níveis críticos", diz o texto. O jornal alerta que atualmente não há mais floresta, mas as explorações devem seguir em direção à reserva florestal de San Rafael, que ainda sobrevive aos produtores, até por ser uma área considerada "úmida". "Este é o caso das zonas úmidas Pirity, localizado a oeste de Itapúa, no Sertão do rio Tebicuary. Esta reserva de biodiversidade foi convertida em uma nova área de cultivo de soja".

No final de setembro, o promotor Rachel Bordon, do Ministério Público, iniciou uma investigação sobre o caso, mas o resultado está se encaminhando para um "folclorísimo", segundo o ABC. A ministra do Ministério do Meio Ambiente (Seam), Cristina Morales, disse que um relatório está sendo preparado por especialistas da instituição para definir como as "terras baixas inundadas" e não apenas as "áreas úmidas" estão sendo ocupadas. "Uma questão de nomenclatura, que abre o caminho para a impunidade", destaca o texto do ABC Color. 

Tags: desmatamento, férteis, grão, Produção, terras

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