Jornal do Brasil

Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Internacional

El País: a difícil reforma do Petróleo promovida pelo governo do México

Jornal do Brasil

Um artigo do jornalista Enrique Krauze, publicado nesta sexta-feira (13/12) no jornal espanhol El País, considera que para os mexicanos a abertura do setor energético à iniciativa privada representa um "dilema existencial". A reforma será debatida na semana que vem no Congresso, visando alterar as seções 27 e 28 da Constituição e permitir acordos de uso compartilhado entre o governo e empresas privadas na exploração e extração de petróleo e gás em todo o território e em águas profundas do Golfo do México. A emenda propõe a abertura de toda a indústria à concorrência, nas produções de refino, armazenamento, transporte, distribuição e petroquímicos básicos. Para Krauze, a reforma tem um significado histórico, relembrando que em 1938 o governo nacionalizou o petróleo e, em 1960, concedeu o controle total da indústria Pemex, um monopólio do Estado.

O artigo ressalta que a principal oposição vem das ruas, que viraram palco de protestos contra a medida, liderados por Andrés Manuel López Obrador, do Movimento Nacional de Regeneração (Morena). Obrador comparou a reforma com a perda do Texas, em 1836. A oposição alega que a Pemex tem condições de explorar sozinha o gás de xisto em águas profundas e petróleo, com sucesso, caso o governo permita isso. 

O texto apresenta motivos que podem justificar o processo de privatização, dando exemplos bem sucedidos de gerenciamento público do petróleo, como no caso do Brasil. Segundo o artigo, o governo pode, diante da resistência da oposição, convencer o público de que desta vez vai ser diferente. "Agora que a nova riqueza virá pelas mãos dos supostos proprietários: mexicanos, particularmente os milhões de mexicanos que mais necessitam", diz o texto.

Tags: energético, gás, México, protestos, setor

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