Jornal do Brasil

Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Internacional

Impulso econômico e mercadológico da China visa América Latina como parceira

Jornal do Brasil

O resultado do China Business Summit VII, que teve a sua realização esta semana, torna explícito que o novo impulso do país em direção à abertura econômica e as suas ideias de mercado estão direcionadas para a América Latina, especialmente no setor privado. Empresários chineses e latino-americanos estiveram reunidos para a conferência, que pela primeira vez foi realizada na América Central, em San Jose, e duas semana após Pequim anunciar as reformas sobre o Terceiro Plenário do Comitê Central do Partido 18 Comunista Chinês(PCC). As informações estão na edição eletrônica do jornal El País, nesta terça-feira (3/12). 

O vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Wang Quinmin, comentou sobre o crescimento do comércio bilateral entre a China e a América neste século e fez a proposta de uma rota marítima. Com a desaceleração das economias norte-americana e da União Europeia, a China pretende consolidar um ciclo de negócios baseado em acordos bilaterais de livre comércio (TLC), envolvendo o Peru e a Costa Rica. "O local do encontro foi no país em que estabeleceram as relações diplomáticas em 2007 e desde então tem servido como base para a diplomacia do governo chinês, que não cessa de abrir caminho para as empresas privadas, no centro do continente", destaca o texto.

O ministro do Comércio Exterior da Costa Rica, Anabel González, informou que mais de 1.500 reuniões e inúmeros projetos de negócios foram promovidos durante esse período. O jornal espanhol destaca ainda que a China tem como objetivo crescer mais na América Latina e o centro das atenções está no setor de telecomunicações e energias hidráulicas, além de transporte aéreo e marítimo, com especial ênfase na logística. Pequim já cumpriu cinco anos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (tendo ingressado BID) como membro doador. A sua entrada foi em 2008, com uma contribuição inicial de US$ 350 milhões, além de ser membro observador da Organização dos Estados Americanos (OEA), desde 2004.

Tags: chineses, econômica, empresários, latino-americanos, pequim, privado, setor

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