Jornal do Brasil

Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Internacional

El País: Maduro conduz Venezuela ao socialismo

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A Venezuela caminha para o socialismo e de maneira aprofundada. A afirmativa é do jornal espanhol El País, que informou neste fim de semana sobre a assinatura de um decreto que regulamenta a cobrança de aluguel em lojas, pelo presidente Nicolás Maduro. O acordo foi firmado na sexta-feira (29/11) e promete incentivar o país nas relações feudais entre senhorios e inquilinos, segundo Maduro.

O presidente Nicolás Maduro disse que em shoppings os pontos comerciais são beneficiados com alta capacidade de comercialização e serão cobrados de acordo com o seu volume de vendas. "Se você está atrasado no pagamento de sua eletricidade, será cortada a locação. E então eles serão multados se não abrirem na hora ou não fecharem no prazo estipulado pelo shopping", explicou Maduro. 

O governo definiu a taxa de aluguel ao referente a 29 euros, à taxa oficial. O pagamento do condomínio não pode exceder 25% do preço do aluguel. O El País destaca que a medida faz parte dos esforços do governo para que os preços de bens e serviços não acompanhe o ritmo frenético da inflação (45,8% em janeiro a outubro de 2013). 

O jornal comenta ainda que o governo fez uma limpeza e todos os empresários e comerciantes estão sendo submetidos "a uma campanha odiosa de demonização nos meios de comunicação oficiais, marcado como ladrões e agiotas. A população tem recebido essas medidas entendendo que o momento é de bônus dos pagamentos típicos de fim de ano, o dinheiro deve deve servir para as compras de presentes ou para renovar os eletrodomésticos", diz o texto. Mas economistas alertam que a diversão não vai durar muitos meses.

A medida de controle das taxas de renda não é novidade na Venezuela, segundo o El País. Em 2011, a Assembleia Nacional aprovou uma lei que estabeleceu limites nos preços de arrendamento que os senhorios podem cobrar para alugar um imóvel. Agora, a medida de colocar limites sobre o preço do contrato de locação vai afetar não só a construção de novos centros comerciais, mas também as grandes corporações que operam no país. Elas não puderam repatriar lucros, devido ao controle de câmbio, já que o Cadiveu não aprovar essas operações. 

Na avaliação do jornal, Maduro parecia irritado com a forma como as empresas têm cumprido a decisão que exige a redução nos preços finais das mercadorias. Ele revelou que de 1.705 estabelecimentos supervisionados, apenas 1,4% cumpriram a determinação e o governo havia estabelecido um preço justo, ou seja, uma margem máxima de lucro de 30%. O presidente disse que "não vai mudar" o seu esforço para fixar preços. 

Tags: aluguel, comerciais, Governo, nicolas, shoppings, socialismo

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