O líder do movimento xiita libanês Hezbollah, Sayyid Hassan Nasrallah, defendeu hoje a intervenção de suas milícias na Síria, lutando ao lado das forças do presidente Bashar al-Assad.
"Uma guerra política e econômica foi travada contra a Síria e milhares de combatentes foram enviados (dos Estados Unidos e de Israel) sem que ninguém reclamasse, enquanto o nosso envolvimento é considerado uma interferência", declarou Nasrallah.
O líder do Hezbollah convidou as milícias libanesas favoráveis ao presidente al-Assad de ir lutar na Síria, mas pediu, ao mesmo tempo, que a cidade de Trípoli permaneça território neutral. A cidade libanesa foi o centro de confrontos nos últimos dias, entre forças contrárias ao regime de Damasco e partidários do presidente sírio.
"Hezbollah não pode ficar parado e deve ajudar a Síria, que é o seu principal aliado", disse Nasrallah, alertando que se os "fanáticos religiosos" e os Estados Unidos tomarem o poder na Síria, Israel irá invadir o Líbano.
O político libanês prometeu aos seus seguidores a vitória na batalha de Qusayr, onde os milicianos do Hezbollah estão lutando ao lado das tropas sírias contra as forças rebeldes.