General diz que Chávez pediu socorro e morreu após ataque cardíaco
O líder da Guarda presidencial da Venezuela, general Jose Ornella, afirmou, nesta quinta-feira, que Hugo Chávez morreu após um "ataque cardíaco fulminante".
Ornella contou que estava com Chávez no momento da sua morte. Ele relatou que o ex-presidente não tinha condições de falar em voz alta, mas que pediu socorro sussurrando: "não quero morrer. Por favor, não me deixe morrer", teria dito.
Hugo Chávez morreu nesta terça-feira, aos 58 anos, após luta contra um câncer na região pélvica. De acordo com o governo, o líder venezuelano por 14 anos não resistiu a complicação respiratórias após uma cirurgia.
Ontem (6), o cortejo fúnebre com o corpo de Chávez tomou as ruas da capital do país, Caracas.
O caixão, coberto com a bandeira venezuelana, desfilou durante cerca de 7 horas pelas ruas de Caracas, rodeado de parentes, autoridades do governo e milhares de seguidores. O cortejo, em um trajeto de cerca de 8 quilômetros, foi do hospital militar em que Chávez passou os últimos dias até a Academia Militar, em cujo saguão o corpo será velado até sexta.
Às 18h locais (19h30 do horário de Brasília), efetivos da Guarda de Honra Presidencial homenagearam o presidente. As filhas, familiares e os dirigentes permanecerem junto ao caixão nas primeiras horas do velório.
Após uma breve oração, o caixão foi colocado em um carro fúnebre e iniciou a lenta marcha pelas ruas de Caracas, protegido por membros da Guarda de Honra.
O governo determinou sete dias de luto oficial. Os meios de transporte não vão cobrar passagem até sábado, segundo a TV estatal.
Os primeiros presidentes da América Latina começaram a chegar ao país para o funeral oficial, previsto para sexta-feira às 10h (11h30 de Brasília). A presidente brasileira, Dilma Rousseff, deve chegar esta manhã.
A capital permanece tranquila. Escolas e a maior parte das instituições públicas fecharam as suas portas durante o dia de hoje. O banco estatal ordenou que seus funcionários vestissem roupas pretas.

