Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Internacional

Em decisão histórica, Justiça mexicana veta insultos homofóbicos

Portal Terra

A Justiça mexicana emitiu nesta quarta-feira uma decisão histórica contra a discriminação com base na orientação sexual no país. A Suprema Corte de Justiça determinou que insultos homofóbicos não fazem parte da liberdade de expressão, e sim são “manifestações discriminatórias”, segundo informações do El País.

O caso que resultou na sentença foi motivado pela declaração de um jornalista, que chamou um colega de “maricón” e “puñal”, termos pejorativos na linguagem popular usada contra homens homossexuais. O episódio ocorreu em 2010, quando Enrique Núñez Quiroz usou as expressões em sua coluna em um jornal para insultar o também jornalista a Armando Prida Huerta.

Huerta ganhou o direito de ser indenizado, mas Quiroz recorreu da decisão e foi absolvido – o tribunal alegou que os termos não prejudicavam a honra do ofendido e que o caso se travou em um contexto de “debate jornalístico”. O episódio então foi parar na Suprema Corte.

A máxima instância da Justiça do México determinou, por 3 votos a 2, que as palavras usadas são “expressões ofensivas e impertinentes” e desnecessárias em uma disputa jornalística. A Corte acrescentou que os insultos fazem parte de uma categoria “dos discursos de ódio” e discriminam “grupos” sociais, promovendo e justificando a “intolerância contra os homossexuais”. A sentença é pioneira na jurisprudência do México.

Tags: condenação, Jornalista, México, sentença, Tribunal

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Comentários

1 comentário
  • Marcos Lucio Pinto

    Uma decisão justa e lógica...afinal, os homossexuais ainda são o segmento da sociedade mais discriminado, posto que não são aceitos pelos pais, pela igreja, pela sociedade (com rars exceções), não podem demonstrar sua homoafetividade em logradouros públicos e ainda sofrem agressões e espancamentos pelo simples fato de serem como a natureza os fez. Só idiotas acreditam em opção sexual, afinal, não existiu e nem existe optante sexual.Aqui no Brasil, também, ainda é a maior ofensa chamar um homem de pederasta ou viad... principalmente se esta não for a sua natureza ou condição sexual.

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