Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Internacional

Argentina e Cuba decretam luto nacional pela morte de Chávez

Portal TerraLuciana Rosa

Após o anuncio da morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez, a Argentina entrou em um estado de comoção. Parte deste sentimento foi gerado pelas recordações do que os argentinos viveram em 2010, com a morte do fundador do movimento politico hoje conhecido como Kirchnerismo, Néstor Kirchner. Políticos, kirchneristas e opositores manifestaram suas condolências pela morte do líder da revolução bolivariana.

Cristina Kirchner, atual presidente da Argentina, suspendeu sua reunião bilateral com a chefe de Estado brasileira, Dilma Rousseff, programada para esta quinta e sexta-feira no Estado argentino de El Calafate. Além disso, a viúva de Néstor decretou luto nacional por 3 dias.

A comoção foi tamanha que, por volta das oito da noite, um grupo de militantes se encaminhou para a Casa Pátria, em Buenos Aires, para fazer vigília pela morte do chefe de Estado absoluto dos últimos 14 anos na Venezuela. Além disso, muita gente se manifestou via Twitter para dar as condolências ao povo venezuelano. 

Veja o que disseram algumas figuras da politica argentina:

Hermes Binner, candidato à presidência em 2011 do Frente Amplio Progressista, também usou a rede social para expressar seus pêsames: "Profundo pesar pela morte do presidente Hugo Chávez. Minhas condolências a sua família e ao povo venezuelano".

Florencio Randazzo, ministro do interior: "Até sempre, comandante! Hugo Chávez Frías vive no povo da Pátria Grande!", escreveu. O mesmo fez Fernando "Pino" Solanas, deputado e diretor de cinema. Ele lembrou que "Chávez foi o único presidente de Ocidente que executou um referendo revogatório para que o eleitorado decida sua continuidade".

O governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, postou: "faço chegar minhas condolências aos familiares e amigos, e envio uma saudação fraternal a todo o povo venezuelano". 

O chefe de Gabinete do governo Cristina Kirchner, Horacio Rodríguez Larreta, também se manifestou: "Minhas condolências aos familiares e ao povo venezuelano pelo falecimento de Hugo Chávez”.

O senador nacional pela Cidade de Buenos Aires, Daniel Filmus, disse que toda a América Latina sentirá falta do mandatário: “Acompanhamos o povo venezuelano na sua dor pelo desaparecimento físico de Hugo Chávez”.

O senador Aníbal Fernández postou: "Obrigado por tudo companheiro Hugo Chávez e que Deus o abençoe". 

A presidente e fundadora da Associação das Avós da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, declarou, em entrevista na TV Publica, canal estatal argentino que "quando Néstor faleceu, pensava-se que Cristina era uma mulher frágil e que seria o fim do kirchnerismo. Ela nos surpreendeu. Maduro também pode nos surpreender”.

O Governo de Cuba também decretou três dias de luto pela morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e declarou "eterna lealdade" a sua memória e seu legado, além de apoio "irrestrito" a sua revolução bolivariana.

"Chávez também é cubano. Sentiu em sua carne nossas dificuldades e problemas e fez o que pôde com extraordinária generosidade, especialmente nos anos mais duros do 'período especial'. Acompanhou Fidel como um filho verdadeiro e sua amizade com Raúl foi profunda", assinalou o Governo da ilha em uma declaração lida na televisão estatal.

Na declaração intitulada "Até mais ver, comandante", o Governo de Raúl Castro elogiou a "extraordinária batalha" que Chávez protagonizou ao longo de sua "jovem e fértil vida".

E o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira que o falecido presidente venezuelano Hugo Chávez era um "homem fora do comum, que olhava para o futuro".

"Era um homem fora do comum e forte, que olhava para o futuro e que sempre foi extremamente exigente consigo mesmo", escreveu Putin em um telegrama de condolências.

Putin agradeceu a Chávez por ter estabelecido as "bases sólidas" das atuais relações entre Rússia e Venezuela.

Tags: chávez, comandante, morte, presidente, Venezuela

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