Jornal do Brasil

Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

Internacional

Cardeais não chegam a acordo sobre realização do Conclave

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Cardeais reunidos no Vaticano realizaram nesta terça-feira mais uma congregação, a terceira desde ontem. Segundo o porta-voz da Igreja, padre Federico Lombardi, mais de 30 religiosos fizeram intervenções o que, segundo ele, representa bem todos os continentes.

Lombardi disse que os cardeais discutiram hoje a renovação da igreja à luz do Concílio Vaticano II, a situação da igreja e as exigências da nova evangelização pelo mundo, além das diversas exigências culturais.

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Os cardeais também votaram por não realizar congregações durante a tarde desta terça-feira (5) e de quarta-feira (6). Os encontros ocorrerão apenas pela manhã.

Cardeais se reúnem em encontro pré-conclave
Cardeais se reúnem em encontro pré-conclave

Nesta terça, também ocorreu a leitura e apresentação do artigo que trata sobre o tempo do Conclave e a decisão do início da reunião que escolherá o novo papa. No entanto, o tema continua em aberto e nenhuma decisão foi tomada.

Mais dois cardeais eleitores chegaram hoje a Roma, Antonio Maria Rouco Varela e Zenon Grocholewski, além de outros cinco cardeais não eleitores. O total de presentes nesta terça é de 148 cardeais, sendo que 110 são eleitores. Ainda faltam chegar cinco cardeais leitores.

Os cardeais que ainda não chegaram a Roma são:Jean-Baptiste Pham Minh Mân (Vietnã), Antonius Naguib (Egito), Karl Lehmann (Alemanha), Kazimierz Nycz (Polônia),John Tong Hon (China).

A primeira etapa da reunião preliminar do Colégio de Cardeais, segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, transcorreu em clima de serenidade. Os religiosos fizeram um juramento, baseado na Constituição da Igreja Católica Romana (Universi Dominici Gregis), sobre como se comportarão durante o encontro.

A reunião foi dividida em duas etapas: na primeira, 13 cardeais se pronunciaram, houve um intervalo. Depois, ocorreu a segunda fase. Os cardeais aproveitaram o encontro de ontem também para se conhecer. Segundo Lombardi, alguns religiosos não se conheciam pessoalmente. As reuniões preliminares foram organizadas de maneira que ocorram durante toda a semana.

Do latim “com chave”, o Conclave é fechado. Dele, participarão apenas 115 cardeais, que têm menos de 80 anos. Eles ficarão enclausurados até a eleição do sucessor de Bento XVI. Há toda uma supervisão e um esquema de segurança para que isso ocorra.

Antes do Conclave, os cardeais participam de missa na Basílica de São Pedro, depois seguem para a Capela Sistina. Nos momentos que antecedem as votações, os religiosos fazem juramento de sigilo e, em seguida, participam de um ritual de meditação.

O voto no Conclave é manual e individual. Os cardeais escrevem à mão, em um papel retangular, o nome do escolhido, e são orientados a disfarçar a letra. O papel é dobrado duas vezes e depositado em urna que fica no altar. A eleição só ocorre se houver dois terços de votos favoráveis a um nome. Do contrário, novas votações são feitas até a obtenção da maioria.

Ao fim de cada votação, as cédulas são queimadas em um forno, que é colocado na capela, e a indicação é a fumaça. A fumaça escura é sinal de que não foi escolhido o papa. Se a fumaça for branca, significa que já há um pontífice.

Uma vez escolhido, o eleito diz se aceita e o nome que deseja usar. Ele é reverenciado por cada um dos cardeais. O anúncio oficial é feito pelo chamado cardeal emérito – o mais antigo entre os presentes. O cardeal anuncia: “Habemus papam”, que em latim significa “temos papa”.  O novo pontífice aparece na varanda da Basílica de São Pedro.

Tags: bento, escolha, papa, sucessor, vaticano

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