Conselho de Segurança da ONU considera teste nuclear coreano ameaça à paz
O terceiro teste nuclear teve um nível maior dos que os anteriores em 2006 e 2009
O teste nuclear realizado nesta terça-feira (12) pela Coréia do Norte foi considerado uma "ameaça clara para a paz e para a segurança internacionais", por membros do Conselho de Segurança da ONU, conforme uma nota divulgada nesta tarde pelo ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Kim Sung-Hwan, cujo país assumiu a presidência do Conselho em fevereiro. O Conselho promete adotar medidas, mas não especificou nenhuma delas.
O teste foi anunciado pela Korean Central News, a agência noticiosa oficial da Coreia do Norte e classificado como um “sucesso". Foi o terceiro teste nuclear realizado pelo regime de Kim Jong-un que o explicou como uma "medida prática" para fazer frente às "hostilidades" dos Estados Unidos.
"O teste nuclear foi realizado como parte das medidas de proteção da nossa segurança nacional e soberania contra a hostilidade imprudente dos Estados Unidos que violaram o nosso direito de lançar satélites de utilização pacífica", acrescentou a agência norte-coreana.
O Conselho de Segurança da ONU na sua declaração considerou este teste uma "grave violação" das resoluções das Nações Unidas. "Os membros do Conselho de Segurança vão começar a trabalhar imediatamente sobre as medidas apropriadas no âmbito de uma resolução", diz a nota lida pelo ministro sul-coreano.
Mas nada foi especificado a respeito das medidas que o Conselho de Segurança possa vir aplicar àquele país. Segundo, porém, a embaixadora dos EUA junto às Nações Unidas, Susan Rice, o governo de Barack Obama poderá "reforçar o regime de sanções" contra a Coréia do Norte, nos "mais diversos domínios”, inclusive e principalmente na área econômica.
Para a diplomacia americana o teste foi “uma ação provocativa” e os Estados Unidos jogam no sentido de provocar um isolamento cada vez maior dos norte-coreanos.
Foi o terceiro teste nuclear realizado pela Coréia do Norte, o primeiro debaixo das ordens do jovem ditador Kim Jong-um, que assumiu o controle do país em dezembro de 2011 co a morte de seu pai, o ditador Kim Jong-il. Os outros testes ocorreram no mandato do seu pai, nos anos de 2006 e 2009.
Antes da Coréia do Norte comunicar oficialmente o teste desta terça-feira, o governo do seu vizinho e arqui-inimigo, a Coréia do Sul, confirmara a realização do teste detectado por um terremoto de pouco mais de magnitude 5. Ele ocorreu na cidade de Kilju, onde fica a base de Punggye-ri.
Segundo o regime norte-coreano, o teste desta terça-feira foi de um maior nível além de ter sido possível diminuir o tamanho e o peso da bomba, o que é visto como uma demonstração do avanço do país em sua mete de construir mísseis balísticos de capacidade atômica.
