Jornal do Brasil

Domingo, 19 de Maio de 2013

Internacional

Eleitores vão às urnas em Israel para escolha do novo Parlamento

Agência Brasil

Aproximadamente 5,6 milhões de eleitores de Israel escolhem hoje (22) os 120 integrantes do Parlamento (Knesset), cujo mandato é de quatro anos. As eleições foram antecipadas, pois estavam previstas para outubro de 2013. O sistema político no país é o parlamentarista. Tradicionalmente, o primeiro-ministro israelense é escolhido a partir da maioria do Parlamento. O presidente israelense é Shimon Perez e o primeiro-ministro Benjamin Natayahu.

Os resultados das eleições serão divulgados apenas amanhã (23). O principal tema em discussão é a paz com os palestinos, cujo fim do impasse ficou distante com a aceleração de assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Mas, na campanha eleitoral, as discussões foram dominadas pela possível reação nuclear por parte do Irã contra Israel. O temor em relação ao programa nuclear iraniano ocupou a maior parte das discussões. Após a divulgação oficial dos resultados das eleições, o presidente da República estabelece prazo de uma semana para a formação do novo governo. A recomendação é a busca por uma coligação majoritária em um período até 28 dias - que pode ser prolongado em mais duas semanas.

As últimas pesquisas de opinião indicam a vitória da aliança liderada pelo Likud, partido mais à direita, comandado por Netanyahu, e o partido nacionalista laico Israel-Beitenu, de Avigdor Lieberman. Não terão direito a votar no nome do primeiro-ministro os partidos que obtiverem menos de 2% dos votos.

Há em Israel atualmente 32 partidos políticos que concorrem às eleições. O pleito para o Knesset é baseado em um voto para um partido e não para os indivíduos. O Parlamento israelense é composto por integrantes das comunidades ultra-ortodoxa, muçulmana, árabe, imigrantes como etíopes e russos, judeus, mulheres, cristãos, drusos, entre outros.

Apesar de o mandato ser de quatro anos, o Parlamento pode ser dissolvido dependendo das circunstâncias, como a não aprovação do orçamento no período de três meses após o início do exercício. As negociações pós-eleitorais geram instabilidade em Israel. Nos últimos anos, apenas seis dos 18 parlamentos chegaram ao fim da legislatura de quatro anos. Em Israel, o voto é facultativo para quem tem mais de 18 anos e são cidadãos do país. O dia hoje é feriado no país.  O transporte público é gratuito para os eleitores que estão fora dos seus distritos eleitorais neste dia.Israelenses de todas as etnias e crenças religiosas, incluindo os árabe-israelenses, participam ativamente do processo. A população de Israel é de cerca 8 milhões de habitantes, dos quais uma parte é formada por palestinos que vivem na região da Cisjordânia – cuja área é tema de disputa com os israelenses. Nos últimos anos, o número de colonos judeus nos territórios palestinos aumentou em 4%, registrando 350 mil na Cisjordânia e 200 mil em Jerusalém Oriental.

A política de ampliação dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental é defendida pelo atual governo israelense. O Brasil e vários governos condenam a iniciativa. Os palestinos reagem, pois essas áreas são consideradas por eles como território da Palestina.

Tags: escolha, Israel, POPULAÇÃO, urnas, voto

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