Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Internacional

EUA: maior gasto com saúde e índices subdesenvolvidos

Jornal do BrasilCarolina Mazzi

Os Estados Unidos são o país que mais gasta na área de saúde do mundo. Apesar disso, a nação apresenta índices na área incompatíveis com a economia mais poderosa do planeta. De acordo com o Instituto de Medicina e Conselho Nacional de Pesquisa, os gastos na área chegaram a U$ 2,7 trilhões de dólares em 2011, o equivalente a quase 18% do PIB total da nação. 

Ainda sim, quando comparado a outros países desenvolvidos, os EUA já apresentam sinais claros de que, sem um sistema universal de saúde, a quantidade de dólares depositados não serão suficientes para sanar os problemas da área.

Uma pesquisa da The Economist publicada esta sexta (11) aponta que, entre os 17 países mais desenvolvidos do planeta, o Tio Sam apresenta a pior taxa de mortalidade infantil, de 7,07 mortos para cada mil natos, de acordo com dados das Nações Unidas de 2011. Mais assustador ainda é saber que o país já está em 34º no ranking mundial, atrás de nações como Croácia e Brunei. 

Além disso, seus adolescentes têm maior predisposição de engravidar ou morrer num acidente de carro. O índice de morte de pessoas com menos de 30 anos responde por dois terços da diferença da expectativa de vida dos outros países pesquisados, aponta a revista. Especialistas ouvidos pela publicação apontam algumas causas para o resultado: o sistema de saúde baseado na iniciativa privada, que pressiona os médicos para aumentar o número de atendimentos, mas não para melhorar a saúde dos pacientes. Além disso, os milhões de cidadãos que não têm dinheiro para arcar com um plano de saúde acabam sem atendimento médico, degradando sua condição de saúde.

Segundo dados do governo dos EUA, pelo menos 47 milhões de americanos vivem abaixo da linha de pobreza e os 1% mais ricos detêm perto de 25% da renda e 40% da riqueza nacional. A desigualdade de renda, problema crescente, também pode explicar a diferença no acesso à saúde pelas classes sociais. É um círculo vicioso: quanto menos saúde têm os pobres, menos chances de ascensão social, maior a desigualdade. 

Sabe-se que os índices de educação e mortalidade infantil são fundamentais para determinar o desenvolvimento de um região e o seu futuro. Em matéria publicada pelo Jornal do Brasil em novembro, a economista Maria da Conceição Tavares já alertava para um possível "subdesenvolvimento social" do país. 

Tags: america, bilateralismo, economista, estados, EUA, internacional, Mundo, Relações, SAÚDE, subdesenvolvimento, unidos

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