Órfão envia carta a Putin pedindo para ser adotado
Um órfão russo de 14 anos, vítima de uma doença genética, teria escrito uma carta ao presidente Vladimir Putin e aos deputados do país pedindo a conclusão dos trâmites de seu processo de adoção por uma família norte-americana, segundo a imprensa local.
No dia 1 de janeiro, entrou em vigor na Rússia uma lei que proíbe a adoção de crianças locais por pessoas dos Estados Unidos. A medida foi uma resposta à lei Magnitski, assinada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, que bloqueia bens e cancela vistos de cidadãos russos acusados de violar os Direitos Humanos.
O garoto, identificado como Maxim, vive em um orfanato da cidade de Chelyabinsk, mas há sete anos está em contato com uma família dos EUA que decidiu adotá-lo.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, negou, porém, que a Presidência tenha recebido alguma carta. O delegado russo responsável pelos Direitos da Infância, Pavel Astakhov, afirmou via Twitter que se trata de uma notícia "falsa", de uma "manipulação vergonhosa". Até o diretor do orfanato desmentiu: "Maxim não se dirigiu a ninguém por carta, nem por voz. Ele está ao meu lado e disse que nada disso é verdade", disse Denis Matsko.
