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Doadores oferecem US$ 4 bi ao Haiti

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PORTO PRÍNCIPE - A conferência preparatória para a Cúpula Mundial sobre o Haiti, que ocorreu na República Dominicana, elaborou uma proposta de conceder quase US$ 4 bilhões em um período de 18 meses para a reconstrução do país. Está prevista ainda uma verba de US$ 350 milhões para reforçar o orçamento haitiano, anunciou o ministro dominicano da Economia, Temístocles Montás, ao final do encontro, que reuniu 28 países e várias entidades multilaterais em Santo Domingo.

Montás salientou que o Haiti precisará tomar as rédeas da reconstrução, restaurando as funções básicas econômicas e financeiras nos principais organismos do país. Será necessário também estabelecer mecanismos de acompanhamento dos processos de prestação de contas na reconstrução para garantir um monitoramento sistemático e independente (...) sobre a execução e os gastos , afirmou Montás.

Com o objetivo de avaliar de perto o início da reconstrução, os ex-presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e George Bush estarão no Haiti na próxima segunda-feira para reuniões com membros do governo haitiano e com funcionários que fornecem assistência aos sobreviventes do terremoto.

Após o sismo de janeiro passado, o presidente americano, Barack Obama, pediu aos ex-mandatários que criassem o Fundo Clinton Bush para ajudar na arrecadação de recursos para a reconstrução.

O fundo é voltado para o desenvolvimento de oportunidades econômicas e melhorias na qualidade de vida dos haitianos afetados pelo terremoto de 7 graus.

Bird

O Banco Mundial (Bird) aprovou quinta-feira a doação de US$ 65 milhões para a reconstrução da infraestrutura haitiana. O montante faz parte de um total de US$ 100 milhões anunciados pelo Bird apenas um dia depois do terremoto.

A dívida atual do Haiti com o Bird é de US$ 38,8 milhões, e o banco estuda a possibilidade de perdoá-la.

O abalo de 12 de janeiro deixou mais de 220 mil mortos e destruiu toda a infraestrutura do país, que já era o mais pobre do continente americano. Cerca de 1 milhão de pessoas continuam morando em abrigos provisórios espalhados pela capital e arredores.