Embaixador do Irã diz que cabe à Aiea inspecionar programa nuclear
Agência Brasil
BRASÍLIA - O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, minimizou a reação da comunidade internacional à decisão do governo iraniano de enriquecer urânio a 20%. Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o embaixador afirmou que cabe à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) inspecionar o programa nuclear de seu país e que o presidente Mahmoud Ahmadinejad não quer fechar as portas às negociações para a compra de combustíveis de outros países.
- Não fizemos nenhum ato ilegal. O enriquecimento de urânio é feito sob a supervisão da Aiea. Países opressores não podem governar outros países independentes e soberanos como o Irã - disse Shaterzadeh sobre a iniciativa dos Estados Unidos e da França em pedir sanções ao Irã. - A Aiea deve se ocupar desse assunto. Nenhum país tem o direito de impor opinião ou pensamento a nós - acrescentou.
O embaixador iraniano declarou que mantém confiança no apoio brasileiro, embora não tenha conversado com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, sobre as mudanças.
- Não vimos razão para conversar com o ministro Celso Amorim, mas o presidente Lula certamente tem convicção de que o programa nuclear, assim como o brasileiro, tem fins pacíficos - declarou.
- Nós acreditamos completamente no Brasil. Temos interesses comuns e nenhum país poderia intervir para desfazer essa colaboração - concluiu.
