Chanceler italiano inicia visita à África para discutir imigração
Agência ANSA
ROMA - O chanceler italiano, Franco Frattini, iniciou nesta segunda-feira na Mauritânia um giro por sete países da África, durante o qual defenderá os interesses de seu país e buscará "na raiz" uma solução aos problemas relacionados à imigração.
Além da Mauritânia, o chefe da diplomacia italiana visitará Mali, Etiópia, Quênia, Uganda, Egito e Tunísia. - Viajo à África porque temos interesses nacionais concretos para defender - reiterou o chanceler.
A visita de Frattini ao continente ocorre poucos dias depois de imigrantes africanos entrarem em confronto com a polícia e a população local na cidade de Rosarno, na Calábria. O enfrentamento deixou ao menos 60 pessoas feridas e causou a transferência de centenas de imigrantes para centros de Crotone e Bari.
Em entrevista ao jornal Il Tempo, Frattini disse que também tentará "resolver na raiz o problema da imigração clandestina que nestes dias se instalou com toda sua dramaticidade em Rosarno".
- A Itália é desde sempre um país tolerante e hospitaleiro, não tem em seu DNA a herança dos grandes impérios coloniais - enfatizou o chanceler. Segundo ele, seu país tem o "dever" de "resolver o fenômeno da imigração" para garantir o "bem-estar e a segurança" a italianos e africanos.
O diplomata acrescentou que seu país pretende exigir "um papel mais decisivo da União Europeia na África", já que o continente europeu, "mais do que qualquer outro", está "exposto aos perigos da instabilidade sistêmica na África".
Ao chegar hoje à Mauritânia, Frattini prometeu trabalhar pela libertação do casal de italianos Sergio Cicala e Philomene Kabore, que estão sequestrados desde dezembro no país africano. - Farei o que for possível para a libertação não só dos italianos, mas também dos outros reféns - garantiu.
