Afeganistão: CIA confirma morte de agentes
Jornal do Brasil
CABUL - Sete funcionários da Agência Central de Inteligência (CIA) foram mortos e outros seis ficaram feridos em um atentado suicida reivindicado pelo Talibã e cometido na quarta-feira em uma base do leste do Afeganistão, confirmou quinta-feira, em comunicado, o diretor da CIA, Leon Panetta. Até então, segundo a imprensa americana, a CIA tinha perdido apenas quatro agentes desde os ataques de 11 de Setembro.
Separadamente, na Província de Candahar, quatro soldados e uma jornalista canadenses foram mortos por uma bomba instalada na margem de uma rodovia detonada no momento em que eles passavam, em um carro blindado. Ambos os ataques foram reivindicados pelo Talibã. O ano de 2009 foi o mais violento para as forças estrangeiras no Afeganistão desde 2001.
O primeiro atentado ocorreu na base operacional avançada Chapman, na província de Khost, perto da fronteira com o Paquistão. As instalações são utilizadas pela CIA como local de treinamento para as forças especiais afegãs, segundo dirigentes americanos. Analistas dizem que o ataque coloca em dúvida a capacidade da agência de defender-se contra a infiltração de inimigos.
Os que morreram quinta-feira estavam longe de casa e perto do inimigo, fazendo um trabalho difícil mas necessário para proteger nosso país do terrorismo declarou o diretor da CIA, Leon Panetta, em mensagem enviada aos funcionários da agência.
Reforço
Os novos ataques acontecem no momento em que o número de soldados americanos e das forças de segurança internacionais deve aumentar de 113 mil a 150 mil em 2010 para combater a insurgência Talibã. Acontece também em meio à polêmica sobre a morte de dez civis afegãos no distrito de Narang, Província de Kunar, por ação das forças estrangeiras.
Segundo investigações divulgadas pela própria Presidência afegã, há evidências de que esses dez civis foram tirados de suas casas e mortos a tiros por forças estrangeiras. A denúncia provocou protestos anti-EUA na capital Cabul e em Jalalabad. No segundo, manifestantes incendiaram fotografias e um boneco do presidente americano, Barack Obama. As forças de segurança internacionais negam as acusações.
Quinta-feira, foi a vez de o governo da Província de Helmand culpar um bombardeiro aéreo internacional pela morte de civis. O governo provincial, porém, não deu detalhes do ataque, que teria ocorrido no distrito de Babajid.
