Venezuela nega acusação israelense de ser 'base iraniana' na América
Agência ANSA
CARACAS - O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela emitiu um comunicado negando as acusações de Israel de que o país tenha se 'convertido em uma base avançada iraniana'.
- Esta é uma demonstração adicional da atitude grosseira, de ingerência e agressividade que caracterizam os representantes da direita internacional e as violentas campanhas contra a Venezuela - ressaltou o texto a Chancelaria.
O governo venezuelano também destacou que Israel não tem moral para falar de 'bases avançadas', quando 'é o principal provedor, depois dos Estados Unidos, de armas e assessoria técnica para a política de guerra e destruição incentivada pela direita internacional no território da Colômbia', referindo-se ao acordo militar entre Washington e Bogotá.
Com este tratado, assinado na semana passada, os Estados Unidos enviarão um contingente de até 1.400 pessoas para operarem em sete bases em território colombiano.
A nota foi publicada após o vice-ministro israelense das Relações Exteriores, Dani Ayalon, dizer que o presidente Hugo Chávez "converte" a Venezuela em "base avança iraniana no continente" americano.
- O alcance do regime iraniano não termina no Oriente Médio. É global e chega também à África e à América Latina - comentou o vice-chanceler durante uma coletiva de imprensa.
A Venezuela, que rompeu relações diplomáticas com Israel devido à ofensiva do Estado judeu contra a Faixa de Gaza realizada em dezembro passado, tem estreitado laços com o Irã. Os dois países já assinaram uma série de acordos econômicos, entre eles um que prevê a exploração de jazidas de petróleo, e de cooperação.
No comunicado, a Chancelaria venezuelana afirmou que, após "constatar a impossibilidade de manter relações" com Israel, a Venezuela "manterá as mais amplas relações de amizade" com o Irã.
