Governo italiano repudia atentado contra prédio da ONU no Afeganistão
Agência ANSA
ROMA - O governo italiano condenou "com firmeza" o atentado cometido na madrugada de hoje na capital afegã contra um edifício utilizado pela Organização das Nações Unidas. A ação deixou 13 mortos, entre os quais seis funcionários da ONU.
Em nota, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, declarou que "a covardia dos terroristas não conseguirá deter o processo democrático em curso, fortemente desejado pelo povo afegão e apoiado firmemente pela comunidade internacional".
O ataque foi registrado por volta das 5h30 locais (23h de terça-feira em Brasília) contra um prédio que era utilizado para alojar funcionários da ONU em Cabul. O grupo extremista Talibã reivindicou a responsabilidade pelo atentado, afirmando que este foi o "primeiro passo" de uma campanha contra o processo eleitoral. O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 7 de novembro.
Também o embaixador italiano no país, Claudio Glaentzer, condenou a ação, classificando-a como um ataque contra "toda a comunidade internacional", além de uma "tentativa de intimidar o eleitorado".
- A comunidade internacional, apesar desta tragédia, que não tem intenção de se retirar, juntamente com os afegãos de boa vontade - continuou Glaentzer, que ratificou a importância da presença das forças de ocupação no país.
Hoje, a Itália também analisava o aumento da presença de militares italianos no país. Atualmente, são 2.400 homens que, segundo o projeto apresentado no Conselho de Ministros italiano, passarão a 3.150. Desde 2004, as tropas italianas participam das forças internacionais pela estabilização do Afeganistão.
