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Seguidores de Zelaya creem no papel de organismos internacionais

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REUTERS

TEGUCIGALPA - Organismos internacionais terão que resolver o conflito político que vive Honduras, disseram nesta segunda-feira os seguidores do presidente deposto, Manuel Zelaya, que acusam o governo de facto de usar as negociações entre as partes como arma protelatória.

Representantes do governo de facto e do presidente deposto, em negociações mediadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), concordaram que na semana passada as negociações avançaram 60 por cento com o objetivo de superar a crise provocada pelo golpe de 28 de junho, quando Zelaya foi expulso do país.

Mas nesta segunda-feira, entre os assessores de Zelaya voltou a reinar o pessimismo sobre as negociações, que serão retomadas na terça-feira.

- Não temos otimismo quanto ao resultado do diálogo - disse à Reuters Rasel Tomé, assessor de Zelaya e coordenador de seu movimento de resistência.

Não obstante, ele acredita na atuação dos organismos internacionais.

- Estamos esperando que as decisões de apoio da OEA e das Nações Unidas sobre Honduras sejam provas comerciais fortes, que deem ao regime poucas horas, que se retire deles o poder que usurparam - disse.

Zelaya voltou clandestinamente ao país há três semanas na tentativa de recuperar o poder. Desde então, está abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa.

A sede diplomática está rodeada por policiais e militares com ordem de prendê-lo sob acusação de tentar violar a Constituição com um referendo para sua reeleição, argumento também usado para destituí-lo.

A vice-chanceler do governo de facto, Martha Alvarado, afirmou à Reuters que foram dados 'passos muito importantes', que não especificou, e disse que o pessimismo que há ao redor de Zelaya sobre o diálogo deriva de uma grande 'divisão' sobre a situação.

- Honduras terá sua saída e será logo, e estou convencida de que as eleições vão acontecer e que o resultado será reconhecido e que este ficará sendo um capítulo na história de Honduras - acrescentou.