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Ex-prefeito de Kigali, Ruanda, é condenado por genocídio

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KIGALI, RUANDA - O Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) condenou à prisão perpétua, nessa terça-feira, o ex-prefeito de Kigali coronel Tharcisse Renzaho, por considerá-lo culpado pelo genocídio de 1994.

O ex-prefeito da capital de Ruanda foi declarado culpado de genocídio, assassinatos e estupros, sendo as duas últimas dentro das acusações de crimes contra a humanidade e de guerra.

Renzaho foi condenado pelo massacre de mais de 100 tutsis, assassinados por milicianos interahamwe em 17 de junho de 1994, na Igreja da Sagrada Família no centro da capital.

O tribunal concluiu que o ex-prefeito teve papel importante no início e no fim da operação. Os juízes consideraram que ele fez declarações que estimularam o estupro de mulheres e crianças tutsi.

Criado em novembro de 1994 por resolução do Conselho de Segurança da ONU, o TPIR, com sede em Arusha (Tanzânia), tem por mandato buscar e julgar os principais responsáveis pelo genocídio de Ruanda, que matou 800 mil pessoas, tutsis e hutus moderados.

Libéria

Ainda nessa terça, o ex-presidente da Libéria Charles Taylor reiterou sua inocência no Tribunal Especial para Serra Leoa, em uma audiência em que depôs como testemunha de sua própria defesa.

Não sou culpado de nenhuma destas acusações afirmou Taylor, acusado de crimes de guerra e lesa-humanidade por promover o enfrentamento civil que castigou Serra Leoa entre 1991 e 2002, deixando cerca de 50 mil mortos.

Entre as 11 acusações que pesam contra o ex-governante estão crimes de assassinato e mutilação de civis, o uso de mulheres e meninas como escravas sexuais e o recrutamento forçado de crianças e adultos no conflito em Serra Leoa.

Taylor, presidente liberiano entre 1997 e 2003, ressaltou que as acusações são baseadas em más informações, mentiras e rumores .

Não consigo entender como muita gente chegou a acreditar nestas mentiras (...), porque é impossível que ocorresse o que ouviram acrescentou.

O ex-governante alegou ainda que seus ideais políticos perseguem a libertação da África, para que os africanos possam resolver seus próprios problemas .