OEA está pronta para suspender Honduras do órgão
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TEGUCIGALPA - A Organização dos Estados Americanos (OEA) prepara-se para suspender Honduras depois que o presidente interino daquele país se recusou a reconduzir Manuel Zelaya ao poder.
A decisão de Honduras de se distanciar do grupo regional aconteceu depois que o governo de transição rejeitou uma exigência da OEA de reconduzir Zelaya, derrubado por tropas militares na pior crise política na América Central desde a invasão do Panamá, em 1989.
Honduras, um país pobre que depende da exportação de café e têxteis, pode se tornar o segundo país na história a ser suspenso pelo mais importante organismo diplomático das Américas. O primeiro foi Cuba, depois que Fidel Castro instituiu um governo socialista na ilha.
Depois de dar um prazo de 72 horas para Honduras, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que o governo interino não mostrou interesse algum em reinstaurar Manuel Zelaya.
O presidente expulso irritou a oposição ao levar adiante uma tentativa de acabar com os limites da reeleição presidencial e aliar-se ao presidente esquerdista da Venezuela, Hugo Chávez. - Há uma ruptura da ordem constitucional e aqueles que fizeram isso não têm intenção, neste momento, de mudar essa situação - disse Insulza em Tegucigalpa, a capital do país de sete milhões de habitantes.
A OEA, baseada em Washington DC, EUA, vai se reunir para uma sessão extraordinária neste sábado para discutir a crise.
