Ministro defende lei que criminaliza imigração ilegal na Itália
Agência ANSA
ROMA - O ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, defendeu hoje a lei sobre segurança aprovada ontem pelo Congresso, que entre outras determinações criminaliza a imigração clandestina, e sugeriu que os críticos das novas normas repensem sua posição. - Quem criticou a lei sobre segurança deveria ler a medida e rever suas críticas - reiterou Maroni, acrescentando que "os elogios à lei são muito superiores às críticas, em qualidade e quantidade".
Para o ministro, há normas que não podem ser contestadas. Ele cita como exemplo a introdução da possibilidade de perda da guarda dos filhos a pais que os obriguem a roubar. - Eu me pergunto se quem definiu a lei como racista concorda com essa norma - questionou.
Maroni lembrou também que "há normas que aumentam o combate à máfia, que tornam mais dura a prisão para mafiosos". Para o ministro, o pacote de medidas contido na nova lei "completa o objetivo do governo".
- Estou muito satisfeito, acho que nenhum governo fez tanto em tão pouco tempo contra a máfia, a criminalidade, a imigração ilegal - ressaltou. Para o ministro, as críticas da oposição à nova lei se devem a "motivos essencialmente políticos e de preconceito ideológico".
Uma das principais medidas da nova lei sobre segurança é a introdução do crime de imigração ilegal. Os clandestinos poderão ser presos por até seis meses nos Centros de Identificação e Expulsão. Anteriormente, o tempo máximo de detenção era de dois meses.
Outra norma polêmica é a legalização da criação de rondas civis, que permite aos cidadãos se organizarem para fiscalizar e denunciar às autoridades crimes ou violações que estiverem sendo praticados na comunidade.
A nova legislação também endurece a pena contra mafiosos e chefes do crime organizado, e dá mais autonomia à Procuradoria Geral para investigar operações mafiosas. Também foram aprovadas medidas sobre processos de licitação para construção civil, setor que tem forte presença da máfia.
