Imprensa hondurenha denuncia presença de 'agitadores venezuelanos'
Agência ANSA
TEGUCIGALPA - A imprensa hondurenha noticiou ontem a participação de 'agitadores venezuelanos' nas manifestações a favor do presidente deposto do país, Manuel Zelaya, que ontem foram reprimidas na cidade de San Pedro Sula. Por outro lado, a deputada hondurenha Silvia Ayala e o Foro Social do Vale do Sula denunciaram a repressão, realizada por uma operação dirigida pelo comandante da 105ª Brigada Militar, coronel Edgardo Isaula Inestroza, e pelo comissário da Polícia, Abraham Figueroa Tercero.
- Mais de 12 mil pessoas estavam no Parque Central de San Pedro Sula, exigindo seu direito de manifestação, quando efetivos da policia reprimiram a população por meio de violência física e uso de bombas de gás lacrimogêneo, deixando vários feridos - denunciou em um comunicado o Foro Social.
Ayala, que integra o partido de esquerda Unificação Democrática, afirmou que "um companheiro que estava na mobilização, está a ponto de perder seu pé, após ter sido atingido por um projétil de fuzil M16, utilizado pelos oficiais".
- Temos imagens em vídeo do Exército atirando contra os manifestantes que, como reconheceu a policia, não estavam com armas de fogo, mas sim com paus - denunciou a parlamentar.
Segundo o jornal local La Prensa, junto aos hondurenhos havia "agitadores venezuelanos" que chegaram ao país "para mobilizar grupos de choque que criem [situações] de caos".
Também em San Pedro Sula foi realizada uma manifestação contra a restituição de Zelaya ao poder, chamada pelo mesmo jornal de "uma mobilização a favor da democracia".
Após ter retirado do poder o presidente democraticamente eleito, Manuel Zelaya, o Congresso hondurenho designou para o cargo o parlamentar Roberto Micheletti, que está no comando do país desde o último domingo.
