Israel bombardeia 20 alvos em Gaza, número de mortos chega a 420
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GAZA - Caças israelenses atingiram alvos em Gaza na sexta-feira e combatentes islâmicos dispararam foguetes contra o porto israelense de Ashkelon, abalando as esperanças internacionais de um cessar-fogo para pôr fim a sete dias de confrontos.
A Força Aérea israelense bombardeou cerca de 20 alvos, matando dois palestinos em uma casa, e elevando o total de mortos em Gaza para ao menos 420 desde o último sábado. Os foguetes feriram levemente duas pessoas em Israel, que registrou 4 mortes no conflito.
Israel disse que sua força aérea alvejou um arsenal de armas, um veículo que transportava mísseis antiaéreos, lançadores de foguetes e um túnel usado para contrabando de armas.
Um dia depois de matar um importante líder do Hamas em um ataque aéreo à casa dele em Gaza, Israel fechou a fronteira com a Cisjordânia para negar a entrada à maioria de palestinos e intensificou a segurança nos postos de fiscalização.
O clérigo muçulmano Nizar Rayyan, um dos líderes políticos mais linha-dura do Hamas, havia pedido por uma nova leva de atentados suicidas dentro de Israel. Ele foi a autoridade do Hamas mais graduada a ser morta na ofensiva atual.
As tropas israelenses permaneciam na fronteira com Gaza preparando-se para uma possível invasão terrestre, ignorando os pedidos internacionais para parar o conflito.
Cerca de 1.850 pessoas foram feridas em Gaza no conflito mais violento no local em quatro décadas. O confronto foi iniciado por Israel para cessar os disparos de foguetes, intensificados depois que os governantes do Hamas em Gaza declararam o fim de uma trégua de seis meses, em 19 de dezembro.
Um quarto dos mortos é formado por civis, estima a Organização das Nações Unidas (ONU).
Analistas disseram que os líderes israelenses sentiram-se pressionados a agir antes da eleição nacional de 10 de fevereiro, e as pesquisas indicam que os ataques podem fazer aumentar o apoio aos candidatos do centro - o ministro da Defesa Ehud Barak e a ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni - contra o favorito Benjamin Netanyahu, do partido Likud, de direita.
Os mais recentes ataques com foguetes na cidade de Ashkelon, na sexta-feira, seguiram-se a ataques aéreos contra cerca de 20 alvos do Hamas no início do dia, que incluiu uma casa destruída na Cidade de Gaza.
Setenta caminhões carregados com suprimentos humanitários entraram na Faixa de Gaza a partir de Israel na quinta-feira. Os médicos, no entanto, disseram que suas necessidades eram urgentes e que os blecautes estavam aumentando.
Uma agência humanitária disse que Israel deixaria 400 estrangeiros saírem da Faixa de Gaza na sexta-feira. A maioria dos moradores estrangeiros é formada por cônjuges de palestinos de Gaza e seus filhos.
Autoridades israelenses disseram que qualquer trégua exigiria monitoramento internacional a fim de garantir que o Hamas cumpra com suas obrigações.
O líder do Hamas Ismail Haniyeh afirmou que é preciso que os ataques israelenses cessem para que as propostas de trégua sejam consideradas. Israel ainda teria de suspender o bloqueio econômico a Gaza e abrir as fronteiras.
