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Mercosul terá apoio da União Européia para projetos de biotecnologia

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BRASÍLIA - O Mercosul e a União Européia (UE) estão desenvolvendo um sistema de cooperação regional com o objetivo de promover o desenvolvimento da biotecnologia, visando a aumentar a competitividade do bloco sul-americano no mercado internacional. É o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Biotecnologias no Mercosul (Biotech), que será lançado nesta quinta-feira pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

O programa foi concebido para incrementar a geração de conhecimento em cadeias produtivas relevantes para os países do Mercosul e transferência de tecnologia da UE para os países do bloco,de forma integrada com empresas. As áreas escolhidas foram carne bovina, carne aviária, florestal e oleaginosas.

Segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa eDesenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Barreto de Castro, o Biotech busca promover o desenvolvimentoda biotecnologia agroindustrial, ao apoiar a competitividade dasproduções regionais.

- A primeira convocatória foi realizada à semanapassada. Em seminários regionais, no Brasil e também em outros paísesdo bloco, já definimos as áreas prioritárias - explicou.

Os dois blocos já haviam assinado, em 2001, Memorando de Entendimento, que definiu como prioridade a cooperação científica e tecnológica entreos países do Mercosul e da UE. Ficou estabelecido que seriam destinados 48 milhões de euros para o período de 2000 a 2006.

O Biotech contará com recursos da ordem de 7,3 milhões de euros, sendo 1,3 milhões de euros o valor da contrapartida do Mercosul. A primeiraconvocatória disponibilizou 4 milhões de euros, distribuídos igualmente para cada uma das áreas.

As prioridades, segundo Castro, são a sanidade animal das cadeias produtivas de carne bovina e avícola, com foco em tecnologias paradiagnóstico da aftosa, da salmonella e da campylobacter (ambasbactérias que causam doenças em aves); a produção de biocombustíveis,principalmente o etanol, na área florestal; e as tecnologias para ocombate à ferrugem da soja, no caso da área definida como oleaginosas.

Os resultados esperados com o programa são ter uma plataforma de coordenação regional no Mercosul, na área de biotecnologia, que vincule empresários, pesquisadores e governos e que permita a implementação de uma estratégia regional no setor das biotecnologias, facilitando a transferência de conhecimento; desenvolver projetosintegrados; e aumentar as atividades de transferência de tecnologia do setor acadêmico para o setor produtivo.