Jornal do Brasil

Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

Informe JB

"Busquei impedir que isso acontecesse", diz Paes sobre propina na Olimpíada

Ex-prefeito parece se antecipar ao que as investigações podem trazer à tona

Indagado sobre investigações a respeito de suposto esquema de propina na Olimpíada do Rio, o ex-prefeito Eduardo Paes afirmou: "Espero que não tenha acontecido." Ele ainda acrescentou: "Busquei sempre impedir que esse tipo de coisa acontecesse." As informações são da Folha de S. Paulo.

A Polícia Federal investiga se o ex-secretário de Paes, Alexandre Pinto, cobrou propina em obras da Copa do Mundo e da Olimpíada. 

Se Paes afirma que "buscou impedir que esse tipo de coisa acontecesse", é porque as possibilidades de isso ter acontecido são cada vez mais concretas. Paes parece se antecipar ao que as investigações vão revelar nos próximos dias.

O nome de Paes veio à tona no noticiário semana passada, com a prisão do seu ex-secretário de Obras Alexandre Pinto, acusado de participar de esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina em obras do BRT Transcarioca e o do Programa de Despoluição da Bahia de Jacarepaguá.

>> Delação de Eike Batista pode citar Eduardo Paes

"Espero que não tenha acontecido", diz Paes sobre propina em Olimpíada
"Espero que não tenha acontecido", diz Paes sobre propina em Olimpíada

Em nota, Paes se apressou em afirmar que Alexandre Pinto era um servidor de carreira da Prefeitura do Rio e que "a política não teve qualquer relação com sua nomeação para a função de secretário de obras". Ainda segundo a nota, caso sejam confirmadas as acusações, "será uma grande decepção o resultado dessa investigação".

As investigações não apontaram a atuação de Paes, mas o procurador da República Sergio Pinel afirmou, após a prisão de Pinto, que foi identificada uma conexão entre os supostos esquemas do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e da Secretaria Municipal de Obras da gestão do ex-prefeito. Um dos indícios seria a chamada "taxa de oxigênio", termo usado para chamar a propina cobrada em obras públicas nos dois esquemas. 

Os procuradores também reforçaram que os esquemas, tanto da esfera estadual quanto municipal do Rio, têm como ponto central a gestão do PMDB. “Existem pontos de contato entre as investigações do esquema no estado e do município. Como sabemos, ambas as administrações eram do PMDB”, completou Pinel.  "Verificamos que, a exemplo do que ocorria na Secretaria Estadual de Obras, havia a cobrança da famigerada 'taxa de oxigênio' na pasta municipal de Obras", destacou o procurador federal Rafael Barreto.

Tags: 2016, eduardo, investigação, jogos, olimpíada, paes, propina, rio

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