Moradores de rua refestelados em cartões postais do Rio
O clima ameno do patropi, associado à receptividade e, porque não dizer, tolerância carioca, é capaz de gerar efeitos um tanto nefastos para a imagem do Rio de Janeiro. Na manhã deste domingo (17) um casal de moradores de rua tirava um sono profundo na grama do Parque Guinle, embaixo do Palácio Laranjeiras. Protegidos por um cobertor, eles estavam tão relaxados que sequer acordaram com a algazarra que patos e gansos fizeram a poucos metros de onde ressonavam.
Na mesma manhã, alguém resolveu acampar no Aterro do Flamengo. Provavelmente não eram moradores de rua, porque a barraca era de boa qualidade e foi estrategicamente plantada próxima à beira da enseada de Botafogo, com a privilegiada vista para o Pão de Açúcar e para o Cristo Redentor. Passavam de 7h de manhã e o zíper da barraca permanecia fechado, sem que ninguém incomodasse seus privilegiados ocupantes.
Cenas cariocas que emporcalham a beleza natural da cidade e acontecem sob as vistas de quem quiser ver, guardas municipais ou policiais, que não estavam por perto para reprimir a falta de cerimônia dos sem teto.
