Marina Silva provoca guerra no PSOL
O apoio às pretensões presidenciais de Marina Silva vem provocando uma verdadeira guerra interna no diretório do PSOL no Rio. O pivô da confusão é o vereador Jefferson Moura, ex-presidente do partido no estado, que tem feito campanha explícita pela ex-ministra do Meio Ambiente nas redes sociais e nas instâncias internas do partido.
O PSOL, por outro lado, trabalha ativamente para lançar o senador Randolfe Rodrigues (AP) como candidato à presidência em 2014. O diretório fluminense é um dos mais engajados na candidatura própria. Integrantes influentes, como o deputado estadual Marcelo Freixo, já lançaram publicamente o nome do senador como pré-candidato do partido.
A confusão foi parar nas redes sociais depois que o vereador sofreu crítica por parte da executiva estadual. Moura diz que está sendo perseguido por propor um debate amplo em torno de um eventual apoio à Marina Silva. O vereador denunciou o que chama de "Stalinismo no PSOL", dando a entender que estaria sendo atacado por uma ala radical do partido:
"Alguns dirigentes do PSOL se reuniram e decidiram me punir, no melhor estilo da tradição burocrática stalinista, por eu defender publicamente que nosso partido construa um campo democrático alternativo ao PT e ao PSDB com Marina Silva presidente. (...) Desta votação participaram 11 militantes do PSOL, esta votação se realizou na ausência da presidente estadual do partido [Janira Rocha] e com votos de militantes, os quais não são membros da executiva, mas expressam correntes internas que sonham em reeditar a revolução russa no Brasil, tomando o Palácio Alvorada de assalto. Desculpem, mas a sociedade com justiça, com liberdade e fraternidade à qual dedico minha vida de militante começa com novas práticas. Não houve legitimidade na decisão, mas foi uma votação reveladora que deixou claro que a luta por socialismo e liberdade para alguns não passa de conveniência!", afirmou Moura, em manifesto publicado em sua página no Facebook.
Ele foi prontamente rebatido pelo ex-deputado federal Milton Temer, que participou da reunião que puniu Moura. O motivo da punição seria bem mais cabeludo: uma reunião a portas fechadas com o prefeito Eduardo Paes, contra as determinações do partido e da bancada na Câmara dos Vereadores. De quebra, manda um recado para aqueles que acusa de "deserção": quem quiser migrar para o partido de Marina, "será bem ido", alfinetou Temer.
Resta saber quem mais deve acompanhar Jefferson Moura rumo ao novo partido.
