Jornal do Brasil

Domingo, 19 de Maio de 2013

Informe JB

Roberto Gurgel, o centralizador

Jornal do BrasilMarcelo Auler

Ao justificar a demora em apreciar um inquérito envolvendo o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), cuja denúncia ao Supremo Tribunal Federal só ocorreu 12 meses após ele receber o caso, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afastou qualquer conotação política e responsabilizou o excesso de trabalho com o processo do mensalão:

“Todos sabem que, no segundo semestre de 2012, o procurador-geral ficou por conta do mensalão. Isso infelizmente retardou a apreciação não apenas deste, mas de uma série de outros feitos. E, por isso, só foi possível agora concluir essa análise e somente agora oferecer a denúncia”, esclareceu.

A questão da sobrecarga que ele alega é motivo de muito debate na rede interna do Ministério Público Federal, principalmente por aproximar-se o término do seu segundo mandato no cargo, do qual sairá em julho próximo. Discute-se como evitar a repetição do que ocorre hoje na PGR.

Para muitos procuradores, a questão não  é tanto de sobrecarga de trabalho, embora haja grande quantidade de casos, mas muito mais de centralização de poder que Gurgel não admite dividir nem com assessores, nem com os 60 subprocuradores.

A úncia exceção é a subprocuradora Cláudia Marques, com quem além de dividir alguns casos, Gurgel divide também a casa, pois são casados. 

Tags: denúncia, divisão, Mensalão, Procuradoria, Renan Calheiros, sucessão

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