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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018 Fundado em 1891
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Museu do Índio: o questionamento de Criolo

Jornal do Brasil Igor Mello

A luta dos indígenas da Aldeia Maracanâ, que vivem no terreno do antigo Museu do Índio, chegou ao palco da Fundição Progresso. Horas depois de ver o prédio cercado por policiais militares fortemente armados, o rapper paulista Criolo somou-se ao coro de descontentes com a iminente demolição do casarão. O governo do estado aguarda apenas a emissão de posse do imóvel para remover os moradores e começar o bota-abaixo.

Indignado, Criolo parou seu show, realizado no último sábado (12), para perguntar: "Mas como é que podem pensar em derrubar o Museu do Índio para construir um estacionamento?". Não é o primeiro artista a se manifestar contra a privatização do Maracanã e as intervenções em seu entorno, entre elas a demolição do museu. Chico Buarque, por exemplo, já gravou vídeo em apoio aos movimentos contrários às modificações.

O discurso arrancou aplausos histéricos do público, que dedicou palavras, no mínimo, pouco elogiosas ao governador Sérgio Cabral. Com medo da versão oficial, que costuma acusar todo ativismo político de agir em nome de interesses partidários, o músico brincou: "e nem adiantar vir, que meu título de eleitor é de São Paulo". A chance dos apelos do artista surtirem efeito no Palácio Guanabara, no entanto, parecem ínfimas. 



Tags: aldeia maracanã, comunidade, indígena, lapa, museu do índio, remeção, show

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