De onde os votos não virão
Candidatíssima à presidência da Câmara Federal em substituição a Marcos Maia, a atual vice-presidente, deputada Rose Freitas (PMDB-ES), tem absoluta certeza que a disputa, a ser realizada no dia 4 de fevereiro, no retorno do recesso parlamentar, terá necessariamente um segundo turno.
Apesar da nítida preferência do candidato oficial do PMDB, o atual líder Henrique Eduardo Nunes (RN), a participação de pelo menos mais três concorrentes – a própria Rose, Júlio Delgado (PSB-MG) e Ronaldo Fonseca (PR-DF) – e a manifestação que os “eleitores” têm feito, dão à deputada capixaba a garantia de que a disputa não se resolverá no primeiro pleito.
Da mesma forma, ela tem outra certeza. Apesar de nos bastidores do PMDB muito se falar que o deputado Eduardo Cunha (RJ) – que disputa com Sandro Mabel (GO) a vaga de líder do partido -, ameaçar não votar em Henriquinho para a presidência, por ele apoiar seu adversário, isto dificilmente acontecerá. “Eles são muito próximos além do que Cunha perderia votos, se não apoiar Henrique Alves”.
Ou seja, da briga pela liderança, Rose sabe que não receberá nenhum voto. Mas, garante que eles não lhes faltarão.
