Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Informe JB

Presos do Rio: longe dos bancos escolares

Jornal do BrasilMarcelo Auler

O Rio de Janeiro possuía em julho passado, segundo dados oficiais que constam das estatísticas do Departamento Penitenciário (Depen) do Ministério da Justiça, 33.561 presos e presas no sistema penitenciário.

Destes, 687 se diziam analfabetos, 1.415 apenas alfabetizados e 16.020 com o curso fundamental incompleto, sem falar em outros 6.737 que nada informaram.

Ou seja, 54% da população presidiária não tinha concluído o ensino fundamental. Fora aqueles que nada informaram a respeito que, somados a estes, corresponderiam a 74% de todos os presos no estado.

Apesar disto, segundo os mesmos dados do Depen, em julho do ano passado somente 2.665 detentos estavam tendo algum tipo de atividade escolar – 159  na classe de alfabetização; 2.297 em turmas do ensino fundamental; e 146 no ensino médio. Estes 297 presos que estudam correspondem a 8,84% da população atrás das grades.

Ou seja, se o ensino pode ser uma forma de ressocializar, o Rio de Janeiro apresenta muito poucas oportunidades para quem está detido.

O mais grave é que estes números são colocados sobre suspeita por quem lida com esta realidade. Alguns professores dizem que o volume de alunos nos presídios é bem menor e ainda são prejudicados pela inexistência de uma política educacional. Aqueles que estudam e são transferidos, por exemplo, na maioria das vezes vão para unidades onde sequer há aulas, o que significa que param o estudo.

Tags: detentos, educação, estudo, presídios, preso, ressocialização

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