Museu do Índio: data de demolição pode ser 'cortina de fumaça', diz vereador
Autor do projeto de tombamento do prédio do antigo Museu do Índio, vizinho ao Maracanã, o vereador Reimont (PT-RJ) vê com certa desconfiança o suposto vazamento da data estipulada pelo governo do estado para a demolição do imóvel, que ocorreria neste domingo (13). Para ele, esta pode ser uma tática do governo de Sérgio Cabral para desmobilizar a resistência ao projeto:
"Acho que o governo vai agir na surdina. Essa data pode ser apenas para prepararmos uma resistência e, não ocorrendo a demolição, nos desmobilizarmos. Pode ser uma cortina de fumaça", especula.
Reimont se mostra frustrado com o desinteresse de seus colegas vereadores pela questão. Por duas vezes, no fim de dezembro, ele conseguiu incluir o projeto na pauta de votações, mas em ambas um grande grupo de parlamentares da base do governo abandonou a sessão, que acabou derrubada por falta de quorum. Ele não crê em uma atitude deliberada, mas fala em influência do governador:
"Acho que o governador deve ter falado com alguns vereadores do PMDB sobre o interesse em que esse projeto não fosse aprovado. Fizemos, ao lado dos movimentos sociais, uma pressão muito forte e acho que o tiro pode ter saído pela culatra. Em vez de votar o tombamento, os vereadores acabaram optando pela tática oposta a que desejávamos", avalia, lembrando da grande repercussão que uma decisão contrária aos interesses do governo do estado teria na mídia.
