Jornal do Brasil

Sábado, 18 de Agosto de 2018 Fundado em 1891
Informe JB

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Jan Theophilo


Descendo quadrado

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Não está sendo nada fácil para o PP engolir a aliança com o chapão de Eduardo Paes.  E as queixas são maiores do que as feitas ontem pelo ex-secretário de Saúde Luiz Antônio Teixeira ao jornalista de “O Dia”, Paulo Cappeli. Claro que perder a vice para o PPS magoou o partido. Mas o buraco é mais embaixo. Nas últimas eleições o PP emplacou três deputados graças à votação de um deles, Jair Bolsonaro, que ajudou Júlio Lopes e Simão Sessim a continuarem em Brasília, mas deixou a legenda. Agora, os candidatos a federal são quatro e estarão, a princípio coligados com  MDB, DEM, PTB em um dos três bloquinhos que apoiam a candidatura do ex-prefeito.  O resultado é que tem candidato demais para pouca vaga. “O partido não está comemorando”, comentava ontem o deputado Júlio Lopes. “O próprio vice-governador Francisco Dornelles está bastante insatisfeito com o que ele considerou um desprestígio, mas chegamos a um entendimento que o Eduardo é a única opção viável”.  É possível que mais água venha a rolar debaixo dessa pinguela. O PP ontem tentava emplacar o nome do empresário Sávio Neves, presidente do Trem do Corcovado, como primeiro suplente de Cesar Maia. 

Bancada-cabeça 1

Os cortes seguidos nos investimentos em pesquisa no Brasil levaram um grupo de professores da USP a lançar o movimento “Cientistas Engajados”. A idéia é gerar um embrião do que seria uma bancada da ciência. Tem tudo para ser melhor que a bancada da bala.

Bancada-cabeça 2

Nesta eleição os professores decidiram lançar as candidaturas de Walter Neves, antropólogo aposentado da USP, e Mariana Moura, doutoranda que pesquisa a transferência de valores da cadeia energética. Ambos concorrerão, respectivamente, a federal e estadual pelo Pátria Livre.

Ave, Cesar

Nos bastidores sórdidos da política do Rio, há quem diga que a briga pela vaga de suplente de Cesar Maia no Senado não se dá por qualquer falta de confiança na saúde do ex-prefeito. É que Eduardo Paes teria externado a amigos o desejo de ver seu mentor de volta à frente da Secretaria Estadual de Fazenda.

Robô do Bolsonaro?

Em ano eleitoral vale tudo. Nos últimos dias, tags como #BolsonaroNaGloboNews, #AbortoÉCrime e #Bolsomito,  entre outras,  que ocuparam os trending topics do Twitter, tinham em sua maioria, tweets sem conteúdo relevante e originários de países como Ucrânia, Vietnã e Noruega. O que sugere o uso de bots para subir as tags.

Mundo estranho

No mês passado, como se sabe, a direção do Twitter admitiu a ação de robôs na rede e suspendeu 70 milhões de contas. Pelo visto, foi pouco. Ou alguém aí realmente acredita que tem um monte de vietcongue querendo apoiar o Bolsonaro?

Onda rosa

E o (P) MDB, quem diria, parece que vai barrar o PSOL em número de candidaturas transexuais pelo país. Já são três: Fefe Houston e a jogadora de vôlei Thifany por São Paulo,  e a Loren Alexander pelo Rio.

Bujica

E o Eduardo Bandeira de Mello, hein? Começou a semana vice de Marina e terminou vice do São Paulo. Pelas contas do presidente do Flamengo, ele precisará de uns 150 mil votos para se eleger. Se o Mengão continuar jogando essa bolinha, não adianta nem reza forte.

Brigitte Bardot

A Câmara de Vereadores de Búzios, votará hoje uma moção de repúdio ao STF e ao Congresso contra a ADPF 442, que visa a descriminação do aborto. Em Brasília só se fala em outra coisa.

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LANCE LIVRE

Saturnino Braga coordenará  o 4° Congresso do Centro Celso Furtado sobre desenvolvimento, quinta-feira, no Clube de Engenharia. O IME, instituto Militar de Engenharia celebra 226 anos sexta-feira, dia em que a Academia Nacional de Engenharia receberá o diploma “Amigo do IME”, pela colaboração ao Instituto. 



Tags: bolsonaro, eduardo bandeira de mello, eduardo paes, informe jb, rio

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