Jornal do Brasil

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018 Fundado em 1891
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Jan Theophilo


O último baile de Cabral

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Em seu livro “A Farra dos Guardanapos – o último baile da Era Cabral”, o jornalista Silvio Barsetti encontrou duas versões para um mistério que há tempos inquieta os cariocas: quem foi afinal de contas que vazou as famosas fotos da festa para a imprensa. Na primeira, a arquiteta Garna Kfuri, irmã de Jordana e Fernanda, mortas no famoso episódio da queda do helicóptero que ajudou a tornar públicas as relações entre Sérgio Cabral e Fernando Cavendish, refuta a hipótese de que, traumatizada pela tragédia, a família teria dado publicidade às fotos. “Com isso ganhariam mais forças as declarações de Garotinho de que as fotos foram copiadas do computador de Jordana Kfouri, mulher de Cavendish, por um amigo dela, que estudava na mesma faculdade de um funcionário do programa de rádio do Garotinho na rádio Manchete. Quando ele abriu os arquivos, mal acreditou”, conta Sílvio. O livro é recheado de detalhes saborosos, como o menu do jantar com raviólis de lagosta e as quantidades pantagruélicas de garrafas servidas na festa de Barca Velha (um dos grandes vinhos portugueses que sai a partir de R$ 2.500 a garrafa). Silvio revela ainda que o constrangedor trenzinho mostrado nas fotos, servia para os secretários e empresários pararem na frente de Sérgio e saudá-los aos gritos de “Presidente”. Sobre o mistério do vazamento, Sílvio não se diz convencido por nenhuma as versões. “Pra mim essa parte ainda está em aberto”. 

Segue o baile 

Sílvio revela no livro que Eduardo Paes tentou a todo custo evitar o rega- -bofe. Mas Sérgio Cabral insistiu tanto que ele não teve como não ir. Acabou não saindo tanto assim no prejuízo. Só foi fotografado uma vez, rodando o guardanapo sobre a cabeça tal qual uma Janaína Paschoal. 

Crise, que crise? 

Segundo informações divulgadas pelo RIOgaleão Cargo, apesar da crise econômica, o aeroporto registrou um crescimento de 41% na atividade do setor de importação e exportação quando comparado ao mesmo período de 2017. Os segmentos de transporte aéreo, farmacêuticos e óleo e gás foram os que tiveram resultado mais expressivo. 

Sem colarinho 

Quem foi visto jantando sábado no Bar Lagoa, foi o ex-procurador Marcelo Muller. Estava acompanhado de uma mulher e um casal. Reconhecido pelos presentes, houve até um zumzumzum no ar, mas ninguém foi cumprimentá-lo. Quando foi embora, um gaiato expôs a baixa popularidade do ex-procurador entre os cariocas: “Pô, além de tudo ele ainda bebe chope sem colarinho. Fala sério”.

Voo tucano 

Quem esteve com Índio da Costa em sua casa, sábado, antes da convenção que lançou sua candidatura deparou-se com uma cena curiosa. Índio conversava por telefone com um dos seus coordenadores na varanda, quando viu uma ave vinda do Jardim Botânico. “Olha, está chegando um tucano”, comentou com seu interlocutor. “Agora está chegando mais um. Nossa, outro. Não para de chegar tucano aqui”. Levado ao SUS, o coordenador da campanha recupera-se bem.

Mosca azul 

O empresário Paulo Marinho foi picado pela mosca azul. Será candidato a suplente de Flávio Bolsonaro na corrida pelo Senado. Para ocupar o lugar foi ele quem convenceu Roberto Medina a orientar a campanha de Flávio. 

Sonhando grande 

O sucesso de Romário nas pesquisas está fazendo o Baixinho pensar grande. Ele agora sonha em procurar Miro Teixeira (Rede) e Alessandro Molon (PSB) disposto a costurar uma aliança. Romário tem duas vagas a oferecer: a de vice e a segunda vaga para o Senado, já que a primeira é de Vivaldo Barbosa.

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LANCE LIVRE

• A Secretaria de Cultura promove debate sobre a construção de políticas para o Museu da Escravidão e da Liberdade hoje no IFCS. A Biblioteca Estação Leitura, na estação central do Metrô Rio voltou a atividade esta semana. Começa hoje a Jornada de Coaching da ICF no Copacabana Praia Hotel.



Tags: cabral, cavendish, guardanapos, informe jb, rio

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